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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Brecha no Tinder dá acesso a fotos e matches por meio do Wi-Fi

Por Canaltech em 24/01/2018




Mais um dia, mais uma falha de segurança descoberta. A bola da vez é o Tinder, cuja ausência de criptografia em seu sistema de compartilhamento de imagens e o uso de padrões para determinadas atividades no app permitem que hackers monitorem a utilização do software e até alterem seu funcionamento, constituindo uma bela invasão de privacidade.
A descoberta é da Checkmarx, que, com uma prova de conceito, foi capaz de acompanhar e espionar uma sessão completa de utilização do Tinder estando apenas conectado à mesma rede Wi-Fi que sua vítima. Além de reconhecer as ações de curtidas, negativas, Super Likes e matches, hackers também poderiam inserir imagens que não são parte dos álbuns ou fazer o mesmo com anúncios para obtenção de renda.
O problema, explicam os especialistas, está na falta de criptografia na transferência de fotos. O Tinder não utiliza o protocolo HTTPS para exibição das imagens, mas faz isso para as outras ações — que podem ser diferenciadas entre si por causa de padrões específicos de bytes usados por cada uma delas, derrotando o propósito da proteção por si só. Também é fácil descobrir preferências sexuais ou preferências de idade, bastando analisar esses mesmos parâmetros.
Para que tudo isso aconteça, basta que o hacker esteja na mesma rede sem fio que sua vítima, algo que pode acontecer, por exemplo, em um café, aeroporto ou empresa. Com esse tipo de acesso, diferentes formas de exploração podem ser aplicadas. Além das já citadas, com a colocação de anúncios indevidos e a exibição de imagens que não fazem parte dos álbuns originais, os hackers podem usar as informações — ou até mesmo o próprio fato de o usuário estar no Tinder — como uma forma de extorsão, exigindo dinheiro para não revelar o caso para um cônjuge, por exemplo.
Segundo a Checkmarx, os únicos elementos que permanecem integralmente protegidos no Tinder são as mensagens trocadas entre os usuários e as fotos enviadas entre eles, por meio de mensagens privadas, após uma combinação. Os mesmos parâmetros de proteção e brechas estariam disponíveis em todas as versões do serviço, desde a mobile até a edição para desktops.
Em comunicado oficial, a companhia afirmou que os perfis e fotos disponíveis no serviço fazem parte de uma plataforma global, ou seja, estão disponíveis para todos que possuem o aplicativo — uma justificativa que não explica a obtenção de tais dados por terceiros, de forma direcionada. Por outro lado, o Tinder disse estar trabalhando constantemente em novas medidas de segurança para evitar ataques ou extorsões.
Um exemplo seria, justamente, a aplicação de criptografia a todo o ambiente do serviço. De acordo com a empresa, as fotos de perfil, hoje, têm a proteção em fase de implementação, com o mesmo prestes a acontecer com todas as fotos compartilhadas no aplicativo. Entretanto, também afirmou que não daria mais detalhes sobre os processos justamente para evitar ações direcionadas por parte de hackers.
Fonte: The Verge

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Novo vírus rouba senhas bancárias e ataca quase que exclusivamente o Brasil

Redação Canaltech em 17/01/2018




De acordo com informações quentinhas da empresa de segurança ESET, o Zumanek é um novo malware recentemente descoberto, que mira justamente os brasileiros para roubar suas senhas bancárias. Apesar de ainda não estar amplamente disseminado, e estar fora do "top 10" de ameaças detectadas pela ESET, o vírus mostra, segundo a empresa, "os planos futuros do cibercrime brasileiro, que está focado em bancos e criptomoedas".
Ainda não se sabe quem está por trás da criação do Zumanek, mas já se sabe que esses cibercriminosos usam uma engenharia social para convencer os usuários a fazer o download de um arquivo malicioso. "Assim como a maioria dos malwares em atividade, a cadeia de ataque [do Zumanek] é subdividida em diferentes estágios", explicam os especialistas. "O objetivo disso é fazer com que seja possível manter estágios do ataque desconhecidos o máximo possível, evitando efetuá-los em máquinas que não cumprem algum perfil desejado", segundo a ESET.
No primeiro estágio, a intenção é fazer uma espécie de triagem da máquina onde o malware está instalado, para, então, fazer o download do payload final. Por fim, o malware executa o payload no computador infectado. Já a segunda etapa se trata de um banker/RAT com a finalidade de fornecer ao criminoso o controle remoto da máquina contaminada, que, então, consegue roubar as credenciais bancárias do usuário que costuma acessar internet bankings, além de administradores de criptomoedas.
Informações mais detalhadas sobre esse malware que afeta especialmente os brasileiros podem ser conferidas no site da We Live Security, da ESET.
Fonte: ESET

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

ES 2018: Intel exibe chips para inteligência artificial e computação quântica

Por Canaltech em 09/01/2018

O anúncio de uma nova geração de processadores super-rápidos não poderia vir em melhor hora para a Intel, considerando a recente descoberta das falhas de segurança nos chipsets fabricados pela companhia nos últimos vinte anos.

Durante sua conferência na manhã desta terça-feira (09) na CES 2018, a fabricante apresentou o Loihi, seu primeiro chip “neuromórfico” projetado para imitar, interna e externamente, os trejeitos de como um cérebro humano aprende e absorve informações. De acordo com a empresa, o processador já está funcionando plenamente e será compartilhado com parceiros para pesquisa ainda este ano.
O Loihi já havia sido previamente anunciado em setembro de 2017 e é tido como a tentativa da Intel de abraçar o mundo de chips de inteligência artificial, cujos processos envolvidos são mais complexos e necessitam de mais poder de processamento.
De forma semelhante ao que ocorre a outros sistemas de IA, o Loihi também “aprende” ao longo do tempo e fica cada vez mais inteligente. Seu diferencial, todavia, é que não exige grandes quantidades de dados no processo de aprendizagem. O chip deve ser primeiramente aplicado a robôs e carros autônomos.
Outra novidade apresentada pela Intel foi o chip Tangle Lake, de 49 qubits. Projeto para processos quânticos de computação, ele também será enviado a um parceiro, a QuTech, para pesquisas neste ano.
Além de oferecer computação quântica, o Tangle Lake também retém o principal objetivo da Intel em termos de qualidade em fabricação de processadores: alta velocidade de processamento e, agora, com a dita questão quântica, também fornece velocidade de processamento paralelo – o que é tido como um desafio fundamental da engenharia científica.
Dentre outras definições, o chip também apresente tamanho reduzido, melhorias em seu desempenho térmico, redução de interferências de radiofrequências, interconexões escaláveis para receber e transmitir mais sinais dentro e fora do chip e material avançado em sua construção para suportar os circuitos quânticos integrados.
Fonte: TechCrunch

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Nova tecnologia é capaz de aumentar dramaticamente a velocidade de sua internet

Canaltech em 19/10/2017

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Em horários de pico, a velocidade de sua internet pode cair em até 30%, mas uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores da UCL Optical Networks Group pode fazer com que as velocidades de dados atinjam mais de 10.000 megabits por segundo no Reino Unido, e o melhor: com baixo custo.
"As velocidades de banda larga do Reino Unido são terrivelmente lentas em comparação com muitos outros países, mas esta não é uma limitação técnica. Embora 300 Mb/s possam estar disponíveis para alguns, as velocidades médias do Reino Unido são atualmente de 36 Mb/s. Até 2025, velocidades médias superiores a 100 vezes mais rápido serão necessárias para atender às crescentes demandas de aplicações com fome de largura de banda, como o vídeo de ultra-definição, o jogo online e a Internet das coisas", explicou o pesquisador principal Dr. Sezer Erkılınç.
Segundo o estudo, que foi publicado na Nature Communications, cientistas do UCL e da Universidade de Cambridge conseguiram criar um novo receptor simplificado para ser usado em redes ópticas. "Para maximizar a capacidade dos links de fibra óptica, os dados são transmitidos usando diferentes comprimentos de onda, ou cores, de luz. Idealmente, dedicaríamos um comprimento de onda a cada assinante para evitar o compartilhamento de largura de banda entre os usuários. Embora isso já seja possível usando hardware sensível conhecido como receptores coerentes, eles são caros e só financeiramente viáveis ​​em redes principais que vinculam países e cidades ", explicou a professora Polina Bayvel.
Esse novo receptor simplificado é mais simples, menor e mais barato do que os atuais, exigindo apenas um quarto dos detectores usados nos convencionais. Isso é possível graças à adoção de uma técnica de codificação para redes de acesso a fibra que foi projetada originalmente para evitar a queda de sinal em comunicações sem fio. "Este receptor simples oferece aos usuários um comprimento de onda dedicado, de modo que as velocidades do usuário permanecem constantes independentemente de quantos usuários estiverem conectados de uma só vez. Pode coexistir com a infraestrutura de rede atual, potencialmente quadruplicando o número de usuários que podem ser suportados e duplicando a rede distância / cobertura de transmissão", acrescentou o Dr. Sezer Erkılınç.
Testes foram conduzidos com o novo receptor em uma rede de fibra instalada em Londres, e a equipe conseguiu, com sucesso, enviar dados em mais de 37,6 km para oito usuários, que fizeram downloads e uploads a uma velocidade de, no mínimo, 10 GB/s, o que é 30 vezes mais rápido do que melhor banda larga do Reino Unido.
A partir de agora, a equipe trabalhará para reduzir os requisitos de energia elétrica para a técnica, tornando-a comercialmente viável em um futuro próximo.
Fonte: Science Daily

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Inteligência Artificial: do conceito ao deep learning

* Por Rodrigo Strey
Em 11/10/2017 no site Canaltech

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Na década de 90, a Inteligência Artificial era considerada ficção científica, e indicava que robôs seriam inteligentes e capazes de interagir com humanos. Hoje, com a informação cada vez mais acessível, entendemos que se trata de uma série de mecanismos e sistemas que podem ser integrados a diversas realidades e negócios.

A inteligência artificial começou em 1957 com os desenvolvedores Allen Newell e Herbert Simon e a tentativa de programar o comportamento humano para resolver problemas universais (GPS – General Problem Solver).

Em maio de 2017 foi anunciada a criação da Associação Brasileira de Inteligência Artificial (ABRIA), que tem como objetivo mapear iniciativas brasileiras no setor de inteligência artificial (AI), incluindo a formação de mão de obra especializada e os esforços entre as empresas nacionais. Esse movimento reflete que, atualmente, a AI está impactando diretamente na economia.

Com a evolução da tecnologia e principalmente pela acessibilidade entre todos os dispositivos que convivemos, os produtos, os valores, as informações e a quantidade de pessoas interagindo criaram uma quantidade enorme de informações que se distancia muito da capacidade de absorção humana. Para refletir, basta se perguntar se hoje você consegue acompanhar todas as redes sociais e notícias que gostaria de estar atualizado.

Um dos grandes responsáveis pela evolução da AI no mundo é o brasileiro Eduardo Saverin, um dos fundadores do Facebook. Ele gerou um algoritmo, o Elo Rating System que cria um ranking de jogadores de xadrez. Desta forma, a rede social pôde vincular usuários criando um ranking de ações, que, por sua vez, influenciou inicialmente na inteligência da rede social e impactou em como nos comunicamos hoje.

Este conceito está cada vez mais acessível e, com a diminuição do custo computacional, várias empresas podem se beneficiar com a melhoria de seus processos, ampliando suas logísticas e gerando diferencial competitivo.

Atualmente há um grande esforço de tecnologias de nuvem, como Azure, Google e AWS, para oferecer soluções em AI. Dentre elas, destacam-se as de aprofundamento de aprendizado, robótica, assistentes pessoais digitais, processos de fila, processamento de línguas e capacidade de aprendizado por sensores, ou seja, a IOT (Internet das Coisas).

Com a capacidade de reconhecimento de imagens e vídeos, podemos usar mais recursos de um dispositivo do usuário e de como ele navega pelo site captando os sentimentos, os comportamentos e a forma de comunicação. Isso permite que possam ser criadas realidades de aprendizado e de comportamento de navegação que se adaptam às necessidades. Estes algoritmos podem ser adicionados à lógica de sites e usados como ferramentas de mudança em layouts.

Mesmo com o avanço da AI, os humanos são indispensáveis. A inteligência é artificial, portanto deve ser estudada para ser assertiva. Quando bem composta resulta em inovação e maior absorção pelos usuários. Mas cuidado, leva tempo e especialização para compor uma Inteligência eficiente. Não é 'auto-mágico'! Fazê-lo pensar pode custar, por isso é importante alinhar sempre ao retorno do investimento da necessidade, pois as máquinas podem evoluir além da necessidade.

O mundo está se adaptando. As extensões da inteligência humana, como computadores, internet etc, já são realidade de quem nasce agora. Várias regras e estruturas de controle estão sendo estabelecidos para que não haja caos na sociedade. Como estamos em um fluxo crescente de produção e de maximização de resultados, a eficácia se tornou ponto chave para que não entremos em um colapso mundial de logística.

Desta forma alguns empregos serão melhorados e talvez extintos, mas outros surgirão, pois precisamos de controle e teremos de nos adaptar. Assim, podemos dizer que será breve a mudança, prova disto é que tecnologia estava sempre vinculada a grandes cidades. Hoje este limite está rompido e cada vez mais todas as formas de trabalho terão uma evolução, do campo ao consumidor. 

* Rodrigo Strey é diretor de serviços da AMcom, empresa especializada em serviços personalizados de tecnologia e que atua com consultoria, fábrica de projetos e de software, sustentação e alocação

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Nove meses de ataques digitais: 2017, um diagnóstico

Por Rafael Venâncio*
Em 20/09/2017 no site Canaltech

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Os nove primeiros meses do ano 2017 confirmam que este é um dos mais tumultuados períodos da história da tecnologia. A crescente digitalização da economia aumenta o impacto de ataques cada vez mais ambiciosos, volumosos e letais. 

Ramsomware, ataques DNS, nuvens híbridas e mobilidade são grandes destaques do ano até agora. 

Violações: Eu penso que a grande marca de 2017 será o crescimento do ransomware. A Kaspersky relata um aumento de 250% no ransomware entre 2016 e 2017. Desde WannaCry até Petya e Fusob, os criminosos estão mantendo sistemas reféns – até o resgate ser pago, até a invasão ser reconhecida publicamente. O ransomware parece ser a grande tendência deste ano, com os backups salvando algumas corporações de maiores perdas. É importante destacar que, segundo o IDC, em 2016, 56% de todas as violações de dados começaram com um usuário clicando em um e-mail de phishing.

Nunca é demais ressaltar a íntima conexão entre phishing e ransomware. E-mails de phishing são a porta principal da entrada do ransonware na rede corporativa. Essa é uma frente de batalha intensa, que depende da educação contínua dos usuários finais. Recente pesquisa da Friedrich-Alexander University, da Alemanhã, mostrou a resistência do usuário em reconhecer sua parte nesta luta. Em levantamento feito por esta universidade com cerca de 2000 usuários finais, 78% dos participantes afirmaram estar conscientes do risco de se clicar em links desconhecidos. Diante de testes com e-mails falsos, 20% disseram ter caído na armadilha dos hackers e ter clicado nos links. Na verdade, 45% do universo pesquisado haviam feito isso. Ou seja, a interiorização do perigo é algo ainda a ser trabalhado junto aos usuários. Isso vale tanto para 2017 como para os anos vindouros. 

DNS: O DNS é um dos mais importantes componentes de uma Internet operacional – os CISOs sabem disso, os cibercriminosos, também. Preservar a integridade do DNS é um desafio para as organizações. Embora os primeiros e massivos ataques ao DNS tenham surgido em 2016 – em outubro, o provedor de DNS Dyn sofreu um avassalador ataque DDoS, deixando inoperantes muitos websites conhecidos e câmeras conectadas à Internet – a luta continua em 2017. É o caso, por exemplo, de um novo ataque revelado este ano, o DNSMessenger, que usa consultas DNS (DNS queries) para executar comandos PowerShell maliciosos em computadores comprometidos – uma técnica que faz com que o cavalo-de-troia de acesso remoto seja difícil de ser detectado. A necessidade de proteger o DNS continua a ser premente com o influxo de dispositivos IoT; por isso, o DNS continuará a ser um alvo valioso para os criminosos.

A boa notícia é que, no Brasil, em 2017, os gestores de TI e Segurança já estão protegendo ativamente sua estrutura DNS. Sim, é verdade que alguns profissionais ficam mais focados nos ataques DDoS, que são realmente impactantes. Hoje, no entanto, todos sabem que não adianta ter o link funcionando e o DNS não estar ativo. Portanto, a proteção do DNS é uma necessidade.

Mobilidade: Em 2017, todos já sabem: nós somos móveis, nossos dispositivos são móveis e as aplicações que acessamos são móveis. A mobilidade é, simultaneamente, uma enorme capacitadora e uma enorme preocupação para as empresas. Isso só piorará. O 5G ainda demora alguns anos a chegar ao Brasil, mas as estruturas de redes móveis atuais também apresentam desafios para CISOs e CIOs.

Mobilidade é certamente uma realidade que seguirá crescendo. Os cuidados de segurança com o dispositivo móvel, no entanto, ainda são uma questão em aberto. Eu recomendo o uso de soluções centralizadas (rodando no data center, e não no smartphone) de segurança de dispositivos móveis. Essas soluções irão garantir o alinhamento desse importante ponto de acesso com as políticas de segurança da corporação. O uso crescente de VPNs é, dentro dessas políticas, uma das mais eficazes formas de proteção.

Nuvem híbrida: 2017 está sendo o ano em que a nuvem híbrida tornou-se uma opção válida e real para grande parte das empresas. Segundo o relatório deste ano da RightScale, 85 por cento das empresas tendo uma estratégia multinuvem (eram 82 por cento em 2016) estão adotando nuvens híbridas. O mesmo levantamento aponta, ainda, que os usuários de nuvem estão executando aplicações na seguinte proporção: 1,8 das aplicações que usam estão em nuvens públicas e 2,3 das aplicações que usam estão em nuvens privadas (com 5 simbolizando o total de aplicações usadas pelo usuário). Neste quadro, aumenta a procura por soluções que simplifiquem a gestão do ambiente multinuvem e, ao mesmo tempo, imprimam à gestão da nuvem híbrida/pública os mesmos controles que as empresas costumam empregar em suas nuvens privadas.

IoT: Em um relatório recente, o Gartner listou as 10 tecnologias IoT mais estratégicas para as organizações neste ano e no próximo. Essa lista inclui desde novas aplicações do IoT como uma análise cuidadosa dos elementos que vão além do IoT e podem garantir a segurança de redes que levam o conceito de missão crítica a um novo patamar. Estamos falando de redes responsáveis pelo suprimento de água e energia para uma cidade; redes que monitoram marca-passos em corações e próteses em pernas. Acredito que 2017 está sendo o ano em que o mercado está finalmente inserindo o dispositivo IoT num quadro maior, que envolve BigData, Analytics, treinamento de pessoas, mudança de cultura e, acima de tudo, consciência das batalhas que ainda estão sendo travadas em relação à segurança deste ambiente.

Em 2017, a transformação digital já é uma realidade. É hora de usuários de todas as gerações e com os mais diversos níveis de conhecimento técnico acordarem para a fato de que a preservação da segurança vai além da TI. Sim, o CISO e seu time são os grandes responsáveis pelo desenho e implementação da segurança.

Mas parte dos resultados depende do amadurecimento da cultura digital do usuário final, ainda uma grande brecha para ações de engenharia social, ransomware, phishing, etc. A segurança da sociedade digitalizada acontece quando pessoas e tecnologias colaboram entre si, num processo infinito de aprendizagem e mudança.

*Rafael Venâncio é diretor de alianças e canais da F5 Brasil

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Falha de segurança no Instagram compromete dados pessoais de celebridades


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Revista Monet

A brecha de segurança descoberta no Instagram no início desta semana é pior do que se imaginava. Nesta quinta-feira (31), a rede social revelou que informações pessoais de usuários de “alto padrão”, como artistas, esportistas e outras celebridades, foram comprometidas como parte de uma brecha de segurança em sua API. De acordo com a empresa, e-mails pessoais e números de telefone dos famosos teriam sido acessados por hackers.

A companhia não revelou a extensão da falha nem o número de usuários afetados pelo problema, mas disse que pelo menos uma pessoa foi capaz de acessar o banco de dados de utilizadores. O Instagram também não sabe se o invasor conseguiu copiar as informações, mas quando se fala em brechas desse tipo, é bastante provável que essa resposta seja positiva.

A notícia é mais um capítulo sombrio de uma saga que começou no início da semana, quando a cantora Selena Gomez teve sua conta no serviço invadida. Na ocasião, os hackers publicaram uma série de fotos de Justin Bieber nu, tiradas em 2015, e, até então, disponíveis na internet somente em versões censuradas. O perfil da intérprete é um dos mais populares da plataforma, com 125 milhões de seguidores, e já foi recuperado, com as imagens deletadas.

Em comunicado oficial, entretanto, o Instagram negou que senhas tenham vazado como parte da brecha. A empresa explica que o problema está relacionado à API da plataforma, que continha um bug usado como caminho pelos hackers para obter acesso ao banco de dados. O sistema é usado para que o serviço possa se conectar a outros serviços para postagem de fotos, links e outras funcionalidades.

Apesar de não ter revelado ao público a extensão do dano – e não ter comentado se a brecha também atingiu usuários que não são celebridades –, o Instagram parece saber exatamente o tamanho da brecha. Isso porque afirmou estar entrando em contato com todos aqueles que tiveram suas contas expostas, de forma que eles possam alterar suas informações e ficarem espertos para novas tentativas de invasão a partir das informações obtidas pelo vazamento.

Apesar da confirmação da vulnerabilidade, as informações pessoais dos famosos comprometidos ainda não teriam sido publicadas na internet. O responsável também ainda não teria sido localizado e o Instagram não comentou se está trabalhando com as autoridades em uma possível investigação sobre o caso.

Por outro lado, a empresa alertou a todos os usuários para que tomem cuidado com e-mails, mensagens e outras comunicações indevidas que possam ser feitas em nome da empresa. Além disso, afirmou que a falha foi corrigida horas depois da primeira invasão e que a porta de entrada não pode mais ser utilizada.

Fonte: The Guardian

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Big Data: três pequenas formas de utilizar em seu negócio

Por Siro Canabarro*
Em 29/08/2017 no site Canaltech.

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O Big Mac é um hambúrguer. Quando você vai até o McDonald's e pede por um Big Mac, você sabe exatamente o que é e o que quer fazer com ele: comê-lo.

Big Data não é tão simples assim. Você pode inclusive não estar tão seguro de que sabe o que Big Data realmente é. Você muito provavelmente não tem ideia do que fazer com isso.
Não se sinta mal. Se existe um consenso sobre big data é que realmente não há uma definição específica. Uma das melhores definições que eu pude ver é de Josh Dreller, Diretor de Pesquisa de Marketing da Kenshoo. Ele descreve big data simplesmente como: qualquer coisa grande o suficiente para não ser possível de lidar com uma planilha de Excel.
O escopo de dados sendo coletados pelas empresas hoje é de explodir qualquer mente. De acordo com a IBM, nós atualmente criamos 2.5 quintilhões de bytes em dados por ano. Não sabe o que é quintilhões? É isso: 2.500.000.000.000.000.000. A quantidade de dados que estamos gerando hoje é tão absurdamente grande que podemos dizer que 90% dos dados do mundo foram criados nos dois últimos anos.
Agora, o que raios vamos fazer com tudo isso de dados? Dados são ótimos, mas a maioria de nós não temos tempo de analisar um grande volume deles e ainda por cima realizarmos nossas tarefas diárias, temos negócios para gerenciar! Então o que nós realmente precisamos são de insights.
Por sorte, há ferramentas por aí que nos ajudam a tirar algum sentido desse monte de dados. Aqui estão três pequenas coisas que você pode fazer com Big Data.

Explorar tendências no Google

O Google é um dos gigantes nessa montanha de dados que criamos. A missão deles é organizar a informação do mundo e tornar ela universalmente acessível e utilizável. Todos nós podemos usar o Google para realizar buscas, mas o Google oferece outras ferramentas gratuitas que podem transformar dados em insights.
Digamos que eu esteja vendendo bananas. Eu posso acessar o Google Trends e explorar termos relacionados com uma palavra chave (nesse caso, "bananas"). O Google vai mergulhar em seu algoritmo de busca e me servir com os termos mais buscados que tenham a ver com bananas. Eu então descubro que no Leste Europeu e na Ásia quase não se busca por bananas. E que na Austrália se busca bastante por esse termo.
Então se eu for montar uma vendinha de bananas, eu iria para a Austrália, e não para a República Tcheca. Isso é um insight, por mais esdrúxulo que seja meu exemplo.

Monitorar mídias sociais

É muito útil saber o que as pessoas falam sobre sua marca, sobre seus concorrentes ou sobre outros termos relevantes para seu negócio. Cada um desses termos pode ser uma oportunidade para engajar, responder, resolver um problema, mostrar que sua marca se importa.
Vamos supor que você veja um tweet negativo sobre um produto seu. Se você perceber isso rapidamente, entrar em contato com a pessoa que está tendo problemas, e oferecer uma forma satisfatória de resolver esse problema, você com certeza irá transformar alguém que estava falando mal de sua marca em um ferrenho defensor, e irá ganhar muitos admiradores no processo.
Existem várias ferramentas que podem ser utilizadas para esse fim. Se você trabalha em uma empresa que tem recursos para esse tipo de ação, existe o Radian6, ou o Adobe Marketing Cloud. Se não, dá pra se virar bem com algumas ferramentas grátis, como a Social Mention.

Faça retargeting

Cookies estão em todo lugar. Sua "onipresença" mudou completamente como a grande maioria das publicidades online são feitas. Você pode oferecer um produto específico para uma pessoa que pesquisou anteriormente por um termo relacionado a esse produto. Se há maior sinal de interesse de compra do que esse, eu não conheço!
Pense no valor que isso tem para uma empresa de segmento específico, como a Netshoes, por exemplo. Mostrar o anúncio de um tênis de corrida para um usuário que estava anteriormente pesquisando por "tênis de corrida". Isso se chama retargeting ou remarketing. Faça ele!
Pronto, você já pode dizer que usa de big data para diferenciar-se no mercado. Claro que existem várias e várias outras formas de fazer big data, mas toda jornada começa com o primeiro passo. Dê o seu!
*Siro Canabarro, CMO da Gumga

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Estudo sugere que mulheres são melhores programadoras que os homens

Em 12/07/2017 no site Canaltech


Apesar de o universo da programação ser um ambiente predominantemente masculino nos dias atuais, um estudo realizado por pesquisadores de universidades nos Estados Unidos está dando o que falar: ao analisar informações de softwares open source, descobriu-se que os softwares e aplicativos desenvolvidos por mulheres têm mais chances de serem aprovados do que aqueles criados por homens - porém, desde que o gênero das autoras não seja revelado.
É isso mesmo o que você leu: se uma mulher desenvolver um programa e não explicitar que ele foi criado por alguém do gênero feminino, esse programa deverá ter níveis de aprovação maiores do que se tivesse sido desenvolvido por um homem. Os pesquisadores analisaram milhares de submissões ao GitHub e descobriram que a taxa de aprovação de códigos criados por mulheres é de 78,6%, enquanto os níveis de aprovação das criações masculinas ficam em 74,6%.

A programação começou com mulheres

Você, homem, ficou chocado ao saber o resultado do estudo que mostrou a qualidade do trabalho executado por programadoras mulheres? Pois saiba que a programação começou com pessoas do gênero feminino. Antes que os homens dominassem a indústria e passassem a rejeitar a presença de mulheres como cérebros da programação, este mercado se iniciou graças ao pioneirismo de algumas mulheres.
Tudo começou muito antes de sequer se imaginar existirem computadores e máquinas complexas como essas das quais dependemos atualmente. A primeira programadora da história foi Ada Lovelace, que participou do projeto sobre a Máquina Analítica do cientista Charles Babbage, que foi a primeira máquina que pôde ser programada para executar comandos.
Entre os anos de 1842 e 1843, Ada complementou um estudo italiano sobre motores com um conjunto de observações de sua autoria, sendo que essas notas continham a descrição de um algoritmo criado para ser processado por máquinas, sendo considerado o primeiro programa de computador já criado. Lovelace também desenvolveu uma visão sobre a capacidade de os computadores realizarem muito mais do que meros cálculos, isso tudo em uma época em que somente se focava nesse tipo de ação.
Desenho da Máquina Analítica feito por Ada Lovelace (Reprodução: Divulgação)
Tempos mais tarde, entre as duas grandes Guerras Mundiais, as mulheres “computadoras” faziam cálculos complexos, como a trajetória de foguetes militares, por exemplo. A complexidade desse trabalho era tamanha a ponto de que cada um desses cálculos levava mais de 30 horas para ser completado.
Quando surgiu o ENIAC (o primeiro computador eletrônico de larga escala), esses cálculos passaram a ser feitos muito mais rapidamente do que pelos métodos tradicionais, e foram essas mulheres que desenvolveram os programas que o ENIAC rodava. Diferentemente do mérito que os programadores da atualidade têm por conta de seu trabalho intelectual, racional e meticuloso, naquela época as programadoras não eram valorizadas, pois os homens davam mais importância à criação de hardwares do que de softwares. Desenvolver códigos era um trabalho considerado inferior, que pagava pouco e não tinha prestígio - e, por isso, era deixado para que mulheres fizessem.
Mulheres "computadoras" trabalhando no ENIAC (Reprodução: Divulgação)
Poucos anos depois, Grace Hopper começou a estudar uma maneira mais fácil de programar computadores e acabou criando uma linguagem pela qual seria possível fornecer instruções às máquinas usando palavras em inglês. Foi assim que surgiu o COBOL, linguagem de programação que ainda é usada até os dias de hoje.
Foi mais ou menos nesta época, entre o final da década de 1940 e os anos 1950, que o “clube do bolinha” começou a surgir no universo da programação de softwares. À medida em que a programação começou a ser enxergada por uma outra ótica, que valorizava a atividade intelectual, os salários começaram a aumentar e, com isso, o interesse masculino cresceu.

Tentando combater o sexismo na indústria

Para falar um pouco sobre como o gênero é tratado na indústria da tecnologia, Lisa French, desenvolvedora front-end e cofundadora do Nashville Women Programmers, contou uma história pessoal, na qual ela era a candidata mais qualificada para preencher um cargo de gerência, mas o entrevistador disse que ele precisaria “lutar” por ela, pois as cabeças da companhia esperavam contratar um homem. Além de ser preconceituoso determinar se o profissional é ou não qualificado com base em seu gênero, isso também é ilegal em vários países (incluindo o Brasil).
French acredita que “enquanto mulher, eu sinto que estou em desvantagem por causa do estereótipo das pessoas com relação a mulheres na programação”. A desenvolvedora contou, também, que sempre precisou se esforçar muito mais do que seus colegas homens para ter seu trabalho reconhecido, mesmo que a qualidade do mesmo fosse igual ou superior. “Não sinto que tenho espaço para errar”, disse French, porque erros cometidos por mulheres acabam sendo muito mais malvistos do que os cometidos por profissionais do gênero masculino neste segmento.
“Pode ser um pouco difícil guiar uma mulher novata nessa área de atuação quando você sabe de todos os obstáculos que elas encontrarão somente por conta de seu gênero”, mas a desenvolvedora vem trabalhando para que mais mulheres decidam se tornar programadoras, para, juntas, combaterem o sexismo da indústria.
Com informações de Broadly

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Executivos apostam na Inteligência Artificial para aumentar suas receitas

Por Redação Canaltech em 31.03.2017 

Que as grandes empresas estão pegando pesado no investimento em Inteligência Artificial todo mundo sabe, mas parece que a tecnologia vai revolucionar diversos setores antes do que se imaginava.

Um levantamento realizado pela Tata Consultancy Services (TCS) mostra que 84% dos executivos veem o uso da Inteligência Artificial como essencial para a competitividade, e metade deles entende que esse tipo de tecnologia tem grande poder revolucionário. Apesar disso, a verdade é que, por enquanto, apenas 8% dos departamentos de TI fazem uso da IA e, no geral, somente para fins de segurança e automação de algumas atividades.

Quando se pensa em um futuro próximo, há muitas expectativas sobre as formas que a IA poderá ajudar as empresas. Pelo menos 32% dos executivos ouvidos pela pesquisa acreditam que, até 2020, a Inteligência Artificial auxiliará as companhias a orientarem suas vendas, marketing ou em funções de atendimento ao cliente. Outros 20% acreditam que o maior impacto da IA será na execução de funções corporativas que não sejam voltadas para o consumidor, como no departamento financeiro, em planejamento estratégico, desenvolvimento corporativo e no setor de Recursos Humanos.

O ponto negativo para a ampla implantação da Inteligência Artificial nas empresas é, como todos já esperam, a perda de postos de trabalho. De acordo com estimativas, até 2020 os executivos deverão substituir entre 4% e 7% da força de trabalho humana por máquinas. Por outro lado, também se abre a possibilidade de melhoria de receitas com a IA, o que poderia gerar mais empregos com as oportunidades de negócios sendo expandidas.

Fonte: Forbes

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Canaltech - Google Cloud terá serviço para autenticação na nuvem

Por Redação | em 11.01.2017 às 17h26 


O Google anunciou nesta quarta-feira (11) o lançamento de um novo serviço para gerenciamento de chaves de autenticação em nuvem, apelidado de Google Cloud Key Management Service (Cloud KMS). Focado em indústrias altamente regulamentadas, como o setor bancário e ou de saúde, o serviço permitirá a criação, uso e destruição de chaves de criptografia para serviços na nuvem. Tradicionalmente, esse tipo de chave é guardado on premise por empresas, mas a migração cada vez mais frequente de workloads corporativos para a cloud tem motivado mais organizações a migrarem também suas chaves de criptografia para outros ambientes. O serviço substituirá uma antiga opção simplificada da KMS, que proporcionava a apenas a criação de chaves de criptografia na nuvem do Google. De acordo com Maya Kaczorowski, gerente de produtos do Google Cloud, o serviço tem potencial de armazenar "centenas de milhões" de chaves e será cobrado por chave (US$ 0,06 por chave ativa por mês) e por uso (US$ 0,03 por chave por 10 mil operações). Com o serviço, a empresa complementa seu portfólio de nuvem para reforçar a competição pelo setor. Opções semelhantes já eram oferecidas há algum tempo pelas concorrentes Amazon Web Service, com o AWS Key Management Service, e Microsoft Azure, com o Azure Key Vault. O serviço será disponibilizado em fase Beta para algumas regiões – que, por enquanto, não incluem o Brasil. 

Via: TechCrunch


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