Mostrando postagens com marcador Big Data. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Big Data. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de julho de 2019

Transformação Digital | Do Big Data 1.0 ao Big Data 2.0 e o que isso tem a ver com as propagandas que te perseguem na internet

Big Data 1.0

A primeira era da explosão de dados foi chamada de Big Data 1.0. Ela resumiu-se em criar estruturas para armazenamento e processamento de grandes volumes de dados que já não eram suportados pelos sistemas operacionais tradicionais.  A preocupação das empresas era criar sistemas capazes de processar grandes volumes de dados.
Foi nesse contexto que Doug Cutting, um engenheiro de software da Empresa Apache, formado em Stanford, na Califónia – uma das universidades mais bem conceituadas nos Estados Unidos – desenvolveu uma solução baseada em armazenamento e processamento paralelo. O sistema recebeu o nome de Hadoop, inspirado pelo elefante amarelo de brinquedo de seu filho. Veja na Figura 1 abaixo Doug com o brinquedo de seu filho.
Doug Cutting - Engenheiro de Software - Haddop
Figura 1
Tanto a empresa Apache, quanto Doug consideram que o mais importante para a transformação digital são os sistemas de código aberto, a distribuição do código do Hadoop acelerou a tecnologia mundial na forma de armazenar e processar os dados utilizando o processamento paralelo.
No processamento paralelo, os dados são mapeados (Map), armazenados em vários computadores (clusters) no sistema de arquivos distribuído do Hadoop (HDFS) e replicados (cada pedaço da informação é copiada em mais de um computador) para garantir que não haverá perda de informação caso algum computador perca o sinal. Vários computadores processam os mesmos dados (processados paralelamente) e reduzidos (Reduce) a uma única saída.
De forma bem resumida, a tecnologia Hadoop é o HDFS (Hadoop File System), sistema de arquivos distribuídos com alto desempenho de acesso e o MapReduce, processamento paralelo de alta disponibilidade. Vide Figura 2 abaixo.
Input Data e Output Data
Figura 2
Na figura 2 temos uma entrada (Input Data) e 4 replicações diferentes (4 Map{}). Cada Map{} tem 2 saídas e são reduzidos (2 Reduce{}), com uma saída (Output Data). Na prática, todos os dados processam uma parte e fornecem  apenas uma resposta com a garantia de que nada será perdido caso algum servidor caia.

Big Data 2.0

Já consolidada a tecnologia de processamento, a preocupação passou a ser em criar formas de aproveitar a interatividade na internet a favor das empresas, descobrir o que a web poderia fazer por elas e como poderiam melhorar as coisas que sempre fizeram. Deu-se então o início da era do Big Data 2.0 cujo objetivo é extrair valor de grandes massas de dados e, para isso, era necessário aperfeiçoar a tecnologia, ou seja, desenvolver uma nova arquitetura para essa etapa de interatividade.
Doug Cutting juntamente com alguns ex-funcionarios da Google e do Facebook desenvolveram uma nova versão para o Hadoop com uma camada chamada Yarn capaz de suportar conectividade de outros sistemas, agendamento e um novo gerenciamento de tarefas e recursos, incluindo a possibilidade de coleta e análise de dados em tempo real RT Stream GraphVeja na Figura 3 a evolução da arquitetura do Hadoop 1.0 para o Hadoop 2.0.
Hadoop 1.0 e Hadoop 2.0
Figura 3

Em 2008 a indexação de páginas do sistema de busca Yahoo utilizava 10 mil computadores(clusters) e nessa época tínhamos acumulado 4,5 petabytes (4.500 terabytes) de dados no mundo. A previsão até 2020 é estarmos atingindo 44 petabytes (44 mil terabytes). A Revista Exame publicou que o conteúdo digital dobra a cada 2 anos no mundo e que é preciso muito computador pra armazenar tudo isso.
Imagine quantos clusters (computadores) a Google utiliza hoje para manter seus sistemas de buscas e para gravar o histórico de atividades. Imagine quantos clusters são necessários para armazenar as informações de usuários do Facebook, Twitter e de grandes empresas de varejo e e-commerce.
Agora, muito provavelmente você deve estar se perguntando: Qual o interesse das empresas em manter toda essa tecnologia e o que elas ganham com isso?
O principal interesse das grandes empresas que fornecem serviços gratuitos em nuvem é coletar Dados. Esses dados acumulados nos servidores em nuvem possuem valor, são experiências de usuário, dados históricos de vendas, utilizados e transformados em oportunidades de negócio. Isso gera receita para as empresas. Elas possuem o que chamamos de Novo Petróleo.
Isso mesmo, Dados são o Novo Petróleo!
O Hadoop 2.0 é a porta de entrada para o trabalho de Data Science nas empresas. Ele integrou em sua nova camada a execução novos sistemas para extraírem dados de redes sociais e possibilitarem a transformação desses dados em informações de valor em tempo real.
O objetivo do Big Data 2.0 é justamente através da conectividade e interatividade com a internet, possibilitar a tomada de decisões estratégicas rápidas, reduzir margens de erro, aproveitando os sistemas de análise em real time para trazer maior lucratividade para as empresas.
Sistemas de recomendação em anúncios são as fontes mais lucrativas. As empresas reconhecem padrões nos dados e conseguem prever comportamentos e recomendar os produtos que provavelmente a pessoa compraria baseadas em sua experiência e também comparando com experiências de outros usuários com perfil de compras parecido.
O que você faz quando quer comprar algum produto? Pesquisa no Google. E você já percebeu que após uma breve pesquisa, começam a aparecer em quase todas as páginas no Google propagandas sobre o produto que você pesquisou?
O mesmo acontece com o Facebook, você com certeza já viu fake news de que o Facebook passaria a ser cobrado, porém na página inicial temos a informação “Abra uma conta. É gratuito e sempre será.”
Então quem paga por tudo isso?
Vamos lá, sempre que você clica para ler uma publicidade, outros anúncios daquele mesmo produto aparecem em todas as páginas. Você faz isso de forma automática e nem percebe e, a partir daí esses anúncios te perseguem até que você pensa, “é a lei da atração”, e quando enfim aparece a publicidade que atende a sua necessidade, você clica e faz a compra.  
Isso mesmo, as empresas ganham dinheiro sugerindo publicidade baseada em dados de suas atividades.
Eu não sei se você ficou sabendo, mas o Facebook possui uma função que mostra para os usuários onde os anunciantes obtiveram os dados deles e porque eles estão vendo o anúncio.

Vamos brincar de detetives 🙂

Para obter essas informações, clique nos três pontinhos “…” na parte superior direita nos anúncios sugeridos em sua linha do tempo, em seguida clique em “Porque estou vendo esse anúncio?” como mostra a Figura 4.
Como descobrir suas informações no facebook?
Figura 4

Abaixo, na figura 5, segue a explicação que apareceu quando cliquei para saber o porquê do anuncio aparecer como sugestão na minha linha do tempo. 
Qual o motivo do anúncio aparecer pra você?
Figura 5
Para aperfeiçoar o algoritmo de recomendação, ainda na figura 5, eles fazem duas perguntas. “Informe-nos se este assunto interessa a você”, nessa opção você tem dois emojis um feliz e um triste para demonstrar seu sentimento em relação ao anuncio. A outra pergunta é “Essa explicação foi útil? Sim Não”. Tudo para que você expresse sua satisfação, tanto com o tema da publicidade, quanto com a explicação sobre a recomendação do anúncio.
Perceba que na figura 5, além das perguntas há um link para você “Gerenciar suas preferências de anúncios”. Essa pagina contém muita informação sobre suas preferências, clique e ficará surpreso ao ver o quanto eles sabem sobre você.
No meu caso, me interesso bastante por temas de Ciência de Dados, o que ficou bem claro na primeira sessão de Negócios e indústria. No caso do anuncio sugerido da Bitrix24.br, apareceu devido ao interesse registrado em Gestão de Recursos Humanos (Veja na Figura 6), eu devo ter clicado para ver algum anuncio de sistema parecido, minha atividade ficou gravada e o algoritmo de recomendação utilizou essa informação me colocando como público alvo da campanha patrocinada (paga pelo anunciante ao Facebook).
Anúncios com base nos seus interesses
Figura 6
Você pode fazer algumas configurações para aperfeiçoar sua experiência. Sugiro que verifique agora mesmo sua conta e explore essas opções. Além disso, você pode eliminar os temas de menor interesse, ao posicionar o mouse sobre o item, aparecerá a opção para remover conforme mostra a Figura 7.
Eliminando interesses no Facebook
Figura 7

Pesquisando informações que a Google armazena sobre você

Faça login na conta do Google/Gmail, depois copie e cole em seu navegador o link https://myaccount.google.com/intro/activitycontrols/search  e clique em “Gerenciar Histórico”, depois clique em “Mostrar Todos os Controles de Atividade” aparecerá a pagina conforme a figura 8, você verá tudo que eles sabem sobre você!
Pesquisando as informações que o Google tem sobre você
Figura 8
Bom, esses são só dois exemplos para te mostrar o que anda acontecendo na internet por aí.
Assim como esses exemplos que demonstramos aqui, muitas empresas de varejo e e-commerce estão utilizando históricos de navegação em suas páginas para explorar os dados de buscas e compras, a partir desses dados, junto aos seus dados de cadastro, aplicam aprendizagem de máquina e utilizam os resultados para fazer publicidade e recomendação de produtos e serviços.
Passou a época de imprimir folhetos e entregar nas ruas próximas dos estabelecimentos comerciais, o comportamento do consumidor mudou, ele está na internet a alguns cliques de você.
Agora você entendeu por que as empresas estão fazendo a transformação digital? 
Para extraírem informações de valor de seus dados e alcançarem os consumidores de seus produtos e serviços.

Nós não temos tantas informações de pesquisa de produtos e serviços como a Google, não temos informações de comportamento dos usuários como o Facebook, mas podemos utilizar os dados que temos para criar estratégias e tomar decisões baseadas em dados.
Hoje apenas 20% dos dados são utilizados pelas empresas para a tomada de decisão estratégica, são os dados estruturados, ou seja, dados organizados em tabelas de sistemas ERP, onde é possível, utilizando os sistemas tradicionais, construir relatórios de acompanhamento do desempenho. Para extrair mais valor desses dados, podemos aplicar algoritmos de predição utilizando os dados históricos para treinar um modelo de aprendizado de máquina que poderá direcionar os passos futuros de seu negócio.
Além disso, temos os outros 80% de dados não estruturados,  são dados de voz (ligações), vídeos (monitoramento e vigilância), textos de e-mail, histórico de atendimento em sistemas de SAC e CRM, esses dados também podem ser explorados para gerar conhecimento e valor como fonte de oportunidades de negócios.
Não importa o tamanho ou a forma da sua base de dados, com o Big Data 2.0 não há limites!!!
É possível armazenar dados, utilizar as técnicas de Data Science (Ciência de Dados) para reconhecer padrões, classificar, identificar fraudes, fazer recomendação de produtos, conter possíveis perdas de clientes, etc.

O mundo virtual mudou a logística de compra e venda. 
Há muitas possibilidades para sua empresa crescer, você não pode ficar aí parado vendo tudo isso acontecer. 
Se beneficie dessas tecnologias para saber como extrair valor de seus dados. 
Temos consultores que podem ajudar você nessa nova jornada para a Transformação Digital.


Fontes de pesquisa:
BEYOND CONER. Hadoop MapReduce Tutorials. Disponível em: <https://beyondcorner.com/hadoop-mapreduce-tutorials/>, Acesso em: 13 jun. 2019
CETAX. Hadop, o que é, conceito e definição. Disponível em: <https://www.cetax.com.br/blog/apache-hadoop/>, Acesso em: 13 jun. 2019.
CNBLOGS. Hadoop Doug Cutting. Disponível em: <https://www.cnblogs.com/doit8791/p/9556821.html>, Acesso em: 13 jun. 2019.
DEZYRE. Hadoop 2.0 (YARN) Framework The Gatway to Easier Programming for Hadoop Users . Disponível em: <https://www.dezyre.com/article/hadoop-2-0-yarn-framework-the-gateway-to-easier-programming-for-hadoop-users/84>, Acesso em: 13 jun. 2019.
FACEBOOK. Facebook. Disponível em: <https://www.facebook.com/>, Acesso em 13 jun. 2019
FAWCETT, T; PROVOST, F; BOSCATO, M. Data Science para Negócios. 1ª Edição. Rio de Janeiro: Alta Books, 2016.
GOOGLE. Controle de Atividades. Disponível em: <https://myaccount.google.com/intro/activitycontrols?hl=pt-BR>, Acesso em: 13 jun. 2019.
RESPIRES. Um pouco sobre o Haddop. Disponível em: <https://regispires.wordpress.com/2010/e 07/29/um-pouco-sobre-o-hadoop/>, Acesso em: 13 jun. 2019.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Desvende o universo do Small Data

Débora Morales *

Publicada em 06 de setembro de 2017 no site CIO


Resultado de imagem para small data
KDnuggets

Muito se escuta falar de Big Data e Small Data, mas o que isso realmente significa ainda confunde muita gente. A definição é simples: trata-se de uma análise completa de dados. Décadas atrás, os dados não eram classificados como Small ou Big por fatores como custo, recursos e dificuldades de geração, processamento, análise e armazenamento.
Os dados eram produzidos de forma rigorosamente controlada, utilizando técnicas de amostragem que limitavam seu espaço, temporalidade e tamanho. No entanto, nos últimos anos, os avanços tecnológicos levaram à produção do que se denominou Big Data, que têm características muito diferentes dos pequenos conjuntos de dados.
Grande volume, alta velocidade, que se assemelha ao tempo real, variedade de tempo e espaço, e grande alcance, que capta toda a população dentro de um determinado domínio são algumas das especificações do Big Data. O desenvolvimento simultâneo de várias tecnologias, infraestruturas, técnicas e processos favoreceu esse novo passo.
Rapidamente, o Big Data incorporou softwares de todos os tipos de objetos, desde máquina a sistemas que se alteram de “mudos” para “inteligentes”. Incorporou, também, práticas e espaços sociais e empresariais, por meio de um conjunto diversificado de tecnologias da informação e da comunicação, em especial a internet fixa e móvel. O desenvolvimento da computação ubíqua e a capacidade de acesso a redes em muitos ambientes e em movimento incluiu a criação de novas plataformas de mídias sociais. Você com o poder da IBM:Descubra como a plataforma correta e as pessoas certas podem ajudá-lo a fazer o trabalho da sua vida Patrocinado 
Em contraste, o Small Data pode ser limitado em volume e velocidade, mas tem um longo histórico de desenvolvimento em toda ciência, agências estatais, organizações não-governamentais e empresas, com metodologias e modos de análise estabelecidos em um registro de produzir respostas significativas. Estudos de Small Data podem ser mais adaptados para responder a perguntas específicas e explorar em detalhes as formas variadas em que as pessoas interagem.
Estudos de Small Data procuram a mina de ouro, trabalhando uma mineração estreita, enquanto estudos de Big Data procuram extrair pepitas por meio da mineração a céu aberto, recolhendo e peneirando enormes faixas de dados. Essas duas abordagens de mineração, estreita versus aberta, têm consequências em relação à qualidade dos dados, fidelidade e linhagem.
Devido ao tamanho limitado da amostra de Small Data, a qualidade, objetividade, consistência, veracidade e confiabilidade são de suma importância. Muito trabalho é dedicado a limitar a amostragem e o viés metodológico, bem como assegurar que os dados sejam tão rigorosos e robustos quanto possível, antes de serem analisados ou partilhados.
Em contrapartida, o Big Data não necessita dos mesmos padrões de qualidade, veracidade e linhagem, porque a natureza exaustiva do conjunto de dados elimina os vieses da amostragem e compensa mais do que quaisquer erros ou lacunas.
Dadas as preocupações e limitações de Small Data, estudos continuarão a ser um componente importante no cenário de pesquisas. Tais dados, no entanto, serão cada vez mais pressionados a serem ampliados dentro de infraestruturas de dados digitais, para que sejam preservados para gerações futuras, tornem-se acessíveis para reutilização e combinações com outros dados.
dados
As práticas da vida cotidiana e os locais em que vivemos agora são aumentados, monitorados e regulados por densas aglomerações de infraestrutura e tecnologia de dados. Dentro desse sistema, grande parte da geração de dados é automatizada por meio de câmeras controladas algoritmicamente, sensores, scanners, dispositivos digitais como telefones inteligentes, ou são voluntários pelos usuários de mídias sociais ou iniciativas de crowdsourcing.
Coletivamente, esses sistemas produzem conjuntos de dados maciços, exaustivos, dinâmicos, indexados, inter-relacionados, flexíveis e escaláveis. Apesar de algumas limitações, o Big Data e o Small Data se esforçam para serem cada vez mais abrangentes e proporcionarem uma visão dinâmica e refinada em um novo território que ainda está sendo explorado.


(*) Débora Morales é estatística no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI)

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Big Data: três pequenas formas de utilizar em seu negócio

Por Siro Canabarro*
Em 29/08/2017 no site Canaltech.

Resultado de imagem para big data

O Big Mac é um hambúrguer. Quando você vai até o McDonald's e pede por um Big Mac, você sabe exatamente o que é e o que quer fazer com ele: comê-lo.

Big Data não é tão simples assim. Você pode inclusive não estar tão seguro de que sabe o que Big Data realmente é. Você muito provavelmente não tem ideia do que fazer com isso.
Não se sinta mal. Se existe um consenso sobre big data é que realmente não há uma definição específica. Uma das melhores definições que eu pude ver é de Josh Dreller, Diretor de Pesquisa de Marketing da Kenshoo. Ele descreve big data simplesmente como: qualquer coisa grande o suficiente para não ser possível de lidar com uma planilha de Excel.
O escopo de dados sendo coletados pelas empresas hoje é de explodir qualquer mente. De acordo com a IBM, nós atualmente criamos 2.5 quintilhões de bytes em dados por ano. Não sabe o que é quintilhões? É isso: 2.500.000.000.000.000.000. A quantidade de dados que estamos gerando hoje é tão absurdamente grande que podemos dizer que 90% dos dados do mundo foram criados nos dois últimos anos.
Agora, o que raios vamos fazer com tudo isso de dados? Dados são ótimos, mas a maioria de nós não temos tempo de analisar um grande volume deles e ainda por cima realizarmos nossas tarefas diárias, temos negócios para gerenciar! Então o que nós realmente precisamos são de insights.
Por sorte, há ferramentas por aí que nos ajudam a tirar algum sentido desse monte de dados. Aqui estão três pequenas coisas que você pode fazer com Big Data.

Explorar tendências no Google

O Google é um dos gigantes nessa montanha de dados que criamos. A missão deles é organizar a informação do mundo e tornar ela universalmente acessível e utilizável. Todos nós podemos usar o Google para realizar buscas, mas o Google oferece outras ferramentas gratuitas que podem transformar dados em insights.
Digamos que eu esteja vendendo bananas. Eu posso acessar o Google Trends e explorar termos relacionados com uma palavra chave (nesse caso, "bananas"). O Google vai mergulhar em seu algoritmo de busca e me servir com os termos mais buscados que tenham a ver com bananas. Eu então descubro que no Leste Europeu e na Ásia quase não se busca por bananas. E que na Austrália se busca bastante por esse termo.
Então se eu for montar uma vendinha de bananas, eu iria para a Austrália, e não para a República Tcheca. Isso é um insight, por mais esdrúxulo que seja meu exemplo.

Monitorar mídias sociais

É muito útil saber o que as pessoas falam sobre sua marca, sobre seus concorrentes ou sobre outros termos relevantes para seu negócio. Cada um desses termos pode ser uma oportunidade para engajar, responder, resolver um problema, mostrar que sua marca se importa.
Vamos supor que você veja um tweet negativo sobre um produto seu. Se você perceber isso rapidamente, entrar em contato com a pessoa que está tendo problemas, e oferecer uma forma satisfatória de resolver esse problema, você com certeza irá transformar alguém que estava falando mal de sua marca em um ferrenho defensor, e irá ganhar muitos admiradores no processo.
Existem várias ferramentas que podem ser utilizadas para esse fim. Se você trabalha em uma empresa que tem recursos para esse tipo de ação, existe o Radian6, ou o Adobe Marketing Cloud. Se não, dá pra se virar bem com algumas ferramentas grátis, como a Social Mention.

Faça retargeting

Cookies estão em todo lugar. Sua "onipresença" mudou completamente como a grande maioria das publicidades online são feitas. Você pode oferecer um produto específico para uma pessoa que pesquisou anteriormente por um termo relacionado a esse produto. Se há maior sinal de interesse de compra do que esse, eu não conheço!
Pense no valor que isso tem para uma empresa de segmento específico, como a Netshoes, por exemplo. Mostrar o anúncio de um tênis de corrida para um usuário que estava anteriormente pesquisando por "tênis de corrida". Isso se chama retargeting ou remarketing. Faça ele!
Pronto, você já pode dizer que usa de big data para diferenciar-se no mercado. Claro que existem várias e várias outras formas de fazer big data, mas toda jornada começa com o primeiro passo. Dê o seu!
*Siro Canabarro, CMO da Gumga

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Como preparar a rede para IA e Aprendizado de Máquina

Destiny Bertucci *

Publicada em 10 de agosto de 2017 no site CIO


Resultado de imagem para charge inteligencia artificial

A integração de recursos de inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina está prestes a alterar drasticamente o cenário comercial moderno. Uma pesquisa recente com CEOs da Fortune 500® mostrou que em 2017, 81% acreditam que essas tecnologias terão um impacto positivo em suas organizações, em comparação aos 54% de 2016. Além disso, o recente relatório de previsões de tecnologia da Forrester® estima que "2017 será o ano da enxurrada de big data, incentivado por um apetite voraz por insights contextuais mais profundos que impulsionam o envolvimento dos clientes por meio de dispositivos móveis, tecnologia vestível e [a Internet das Coisas (IoT)]".
As possibilidades para uma transformação impactante nos negócios são infinitas. Cada vez mais organizações estão percebendo as possíveis vantagens competitivas incluídas nos dados dos clientes e dos negócios e estão começando a investir em IA e aprendizado de máquina para aproveitar o valor desses dados. No entanto, a IA e o aprendizado de máquina trazem não só possibilidades infinitas para líderes de negócios, mas também desafios de gerenciamento de rede para os quais você deve começar a se preparar.
Princípios básicos de IA e aprendizado de máquina
Os benefícios desses recursos de predição e análise são bastante abrangentes. Um varejista, por exemplo, pode coletar e processar dados de cliente para identificar tendências relevantes, como os interesses da moda para a próxima coleção, e usar esses insights para informar suas decisões de inventário. Outras organizações podem aproveitar dados de negócios para impulsionar o gerenciamento de projetos informados por dados, permitindo que os líderes de negócios determinem, com mais precisão, quanto tempo certas operações podem durar e quanto custarão.

No entanto, esses recursos também colocam mais responsabilidades nos ombros dos administradores de rede, começando com a necessidade de aumentar a familiaridade com vários métodos matemáticos e de scripts de algoritmo a fim de obter o resultado comercial desejado pela empresa. Você está implementando algoritmos neutros de rede, supervisionados ou não supervisionados? Que tipo de tarefa o algoritmo deve executar? Árvores de decisão? Classificações? Análise de cluster? Reconhecimento de padrões? Na maioria dos casos, a sua organização utilizará um especialista de programação para fazer isso, mas cabe a você, como administrador de rede, ter um entendimento fundamental do que esses processos são, a fim de preparar os processos de segurança e rede adequadamente.
Há diversos resultados que podem surgir de cada processo de dados e algoritmo único; portanto, você deve estar preparado para seguir seis etapas básicas a fim de definir adequadamente o seu problema e mapear uma fórmula específica.
Felizmente, tecnologias como SDN (Software Defined Networking, rede definida por software) e IoT, já deram aos profissionais de TI, pelo menos até certo ponto, uma amostra de como as implantações de aprendizado de máquina afetarão a rede e as práticas recomendadas de gerenciamento. Com a SDN, você cria um gabarito e comportamentos associados, e a rede acionada pelo software implementa as alterações conforme necessário. Como um produto dessa tecnologia, o aprendizado de máquina vai um passo além dos fundamentos da SDN ao procurar uma ação X (talvez o tráfego de rede prioritário esteja ficando congestionado) para correção automática fazendo Y (ajustando recursos de largura de banda).
Considerações de implementação
Para todos os benefícios, os recursos de IA e aprendizado de máquina exigem atenção a certas considerações; a primeira delas é o custo. Aproveitar essas tecnologias não é barato. Os princípios básicos dessas tecnologias estão enraizados em algoritmos orientados a dados, que possibilitam que as máquinas desenvolvam respostas aprendidas ou recursos preditivos. Como resultado, com a IA e o aprendizado de máquina vêm os dados (ou melhor, big data) que exigem alocação de recursos, não apenas especialistas como programadores, mas também outros recursos locais como armazenamento, CPUs de servidor, largura de banda de rede e serviços de armazenamento hospedados na nuvem.

Ao mesmo tempo, apesar de ser tentadora a ideia de adotar rapidamente uma nova tecnologia para antecipar vantagens transformadoras, é essencial que você e a sua organização definam expectativas de implantação realistas: pode ser um pouco ambicioso presumir que uma implantação de IA ou aprendizado de máquina vá começar a funcionar e gerar insights acionáveis em três meses. Se você não tiver cuidado, poderá atrapalhar sua empresa em vez de ajudá-la. Para perceber esses benefícios de forma mais eficaz e precisa, a sua organização deve antecipar as expectativas, percorrer as diversas etapas de preparação de implantação, conhecer o problema que você deseja resolver e garantir que você tenha os dados necessários para resolvê-lo.
machinelearning
Preparando a sua rede: práticas recomendadas
Apesar de as implantações levarem tempo e nem todas as organizações estarem prontas para aproveitar essa tecnologia no momento, os departamentos de TI devem começar a se preparar para dar suporte a essas novas tendências, a fim de garantir que não só o ROI esperado seja obtido, mas que as suas redes possam ser compatíveis com esses esforços no longo prazo. Veja algumas práticas recomendadas que ajudarão você a começar a preparar as redes para IA e aprendizado de máquina:

Conheça o problema que você deseja resolver
De que tipo de recursos de aprendizado de máquina ou IA a sua organização precisa? Antes de implantar esses recursos, sua organização deve seguir seis etapas que ajudarão a definir e começar a resolver o problema:
1 - Classifique o problema que você deseja resolver. Qual resultado comercial você precisa alcançar?
2 - Adquira os dados necessários para chegar a uma solução. A solução já existe?

3 - Processe os dados. Como você vai limpá-la e prepará-la para vários algoritmos? Você executará algoritmos supervisionados ou não supervisionados?
4 - Modele o problema. Que algoritmos sua empresa vai usar? Há diversos suítes de suporte, mas você precisa se alinhar ao problema que está tentando resolver.
5 - Execute e valide os resultados. Você precisa mesmo refinar o processo?
6 - Implante o processo e o algoritmo atualizado para gerar insights comerciais relevantes.
Informe-se

Assim como você se preparou para a migração para a nuvem, é necessário começar a aprimorar as habilidades para dar os primeiros passos em IA e aprendizado de máquina. É preciso ter compreensão da arte do desenvolvimento de algoritmos e implementações de aprendizado de máquina para preparar sua rede para essas cargas de trabalho. Muito da matemática básica por trás das implantações de aprendizado de máquina costuma ficar a cargo do programador ou cientista de dados, mas você deve complementar isso com pesquisas adicionais nessa área e procurar saber qual tipo específico de aprendizado de máquina será usado. Esse insight ajudará você, como administrador de rede, a prestar melhor auxílio ao desenvolvimento de estratégias para as demandas adicionais dos seus recursos de rede.

Estabeleça linhas de base de desempenho
Essa deve ser a tarefa principal do administrador de rede ao preparar uma rede para IA e aprendizado de máquina. Você é capaz de oferecer suporte à largura de banda adicional necessária para o tráfego de dados? Caso contrário, o que você precisa fazer para permitir que sua empresa consiga dar suporte a esses processos? Ao aproveitar uma ferramenta abrangente de monitoramento e gerenciamento, você pode estabelecer linhas de base de uso de desempenho e recursos que permitirão que você tome decisões bem-informadas sobre como sua rede será afetada pela introdução de big data de IA e aprendizado de máquina. Essas ferramentas também deverão incluir a capacidade de monitorar e manter a visibilidade do seu datacenter local na nuvem, onde os dados costumam ser armazenados, a fim de garantir que você esteja ciente das possíveis vulnerabilidades ou congestionamentos de desempenho.

Crie uma base de segurança sólida
Certamente, esta não é uma prática recomendada exclusiva de IA e aprendizado de máquina, mas deve ser mantida para todas as tecnologias ou recursos baseados em dados introduzidos no seu ambiente. Você deve garantir que somente as pessoas que realmente precisam das informações obtenham acesso a esses dados. Procure estabelecer uma política de conformidade abrangente, que inclua notificação de alterações em tempo real e um processo de aprovação que ajude a evitar a ocultação da extração de dados, bem como violações e sabotagens.

Considerações finais
À medida que as empresas procuram desenvolver estratégias de transformação digital e criar vantagens competitivas únicas, a IA e o aprendizado de máquina são cada vez mais considerados como as soluções para revelar a importância dos dados acumulados de uma organização. A diretoria e os líderes de TI continuarão se empenhando para transformar esses dados acumulados em realidade na organização, mas a implementação e o gerenciamento responsáveis são atribuições suas. Esses novos recursos exigem novas abordagens para gerenciamento e monitoramento para os quais você e sua organização podem se preparar ao aproveitar as práticas recomendadas acima. 



(*) Destiny Bertucci é Head Geek da SolarWinds

terça-feira, 6 de junho de 2017

10 ferramentas e bibliotecas para trabalhar com data mining e Big Data – Parte 01

PorRodrigo Santana Ferreira em


Olá! Hoje vamos conhecer algumas ferramentas e bibliotecas essenciais para trabalhar com Mineração de Dados e Big Data.
Esse assunto geralmente é bem polêmico, visto que cada profissional tem uma opinião e até mesmo paixão por algumas ferramentas.
Uma pesquisa do site KDnuggets, de maio de 2015 revelou as ferramentas mais usadas pela comunidade de mineração de dados.
Como a lista é bastante extensa, dividi o artigo em duas partes.
Nessa primeira parte, veremos:
  • Python: Agora ninguém poderá te deter!
    • Bibliotecas Python: Faça muito com pouco
    • Anaconda – Swiss Army Knife!
    • Python: Grinding Tools!
  • R: Simplicidade e eficiência!
Na segunda parte, veremos:
  • RapidMiner:  Acelere suas análises através de Workflows.
  • Weka: O Poder da GUI.
  • Machine Learning na prática com Weka
Se você já gostou do assunto desse artigo, não deixe de compartilhar com seus amigos para que cada vez mais pessoas aprendam sobre as melhores ferramentas de Mineração de Dados e Big Data.
Vamos lá!

Python: agora ninguém poderá te deter!

Segundo a pesquisa, Python foi considerada a linguagem de programação mais usada pela comunidade de profissionais de Mineração de dados e Big data.
Python tem inúmeras razões para ser escolhida e podemos citar algumas como simplicidade, clareza e reusabilidade.
A linguagem oferece uma sintaxe simples e objetiva permitindo o programador se focar no problema a ser resolvido sem se preocupar tanto com detalhes de implementações.
Por exigir que o código fonte seja corretamente endentado, sua leitura e compreensão se torna extremamente clara e organizada, contribuindo para o aumento de produtividade entre programadores.
Além da grande comunidade no mundo inteiro, Python possui um vasto e variado conjunto de bibliotecas para se trabalhar com diversas áreas, desde computação científica, redes, segurança e claro análise de dados.
Vamos citar algumas principais bibliotecas e ferramentas indispensáveis para trabalhar com mineração de dados.

Bibliotecas Python: faça muito com pouco!

Jupyter: Aplicação cliente-servidor que permite a edição e execução de notebooks via browser. Notebooks são documentos que contém código e elementos visuais como imagens, links, equações. A principal vantagema utilização de notebooks é para a descrição de análises e seus resultados de forma dinâmica e interativa.
NumPy: Biblioteca Python para computação científica. Implementa arrays multidimensionais e permite a fácil execução de operações matemáticas e lógicas como ordenação, seleção, transformações, operações estatísticas básicas etc.
Matplotlib: Biblioteca Python 2D para a visualização e plotagem de gráficos. Pode ser utilizada para gerar diversos tipos de gráficos como histogramas, gráficos de barras, gráficos de pizza tudo de forma fácil e rápida.
Pandas: Esta biblioteca talvez seja a mais utilizada para análise de dados. Ela fornece ferramentas para manipulação de estruturas de dados de forma extremamente simples. Operações complexas que trabalham com matrizes e vetores podem ser facilmente realizadas com uma ótima performance.
Scikit-Learn: Biblioteca Python para trabalhar com Machine Learn (Aprendizado de Máquina). Contém diversos algoritmos implementados, métodos de análise e processamento de dados, métricas de avaliação etc. Essa é uma biblioteca extremamente útil para o cientista de dados.
NLTK: é uma plataforma líder para a construção de programas Python para trabalhar com dados de linguagem humana. Ele fornece interfaces fáceis de usar para mais de 50 corpora e recursos lexicais como o WordNet, juntamente com um conjunto de bibliotecas de processamento de texto para classificação, tokenização, stemming, tagging, análise e raciocínio semântico
Scrapy: Biblioteca Python para a raspagem ou coleta de dados a partir da Web. É possível coletar dados de sites, redes sociais, fóruns e diversos outros canais utilizando uma linguagem simples e objetiva. Extremamente útil para a geração de bases de dados.

Anaconda – Swiss Army Knife!

Anaconda é uma plataforma open source para Data Science.
Esta plataforma contém centenas de pacotes embutidos, é só instalar e pronto.
As principais bibliotecas Python e R para Data Science já estão disponíveis nessa plataforma. Além disso, caso precise instalar alguma biblioteca, use o conda, o gerenciador de pacotes da Anaconda.
Anaconda tem versões para Windows, Linux e OSX, e já vem com o Python instalado, apenas escolha qual a versão você quer trabalhar.
Para fazer download do Anaconda, clique aqui
Siga os passos para instalação conforme o seu ambiente. A instalação é bem simples.Veja:
Executando o instalador
1bash Anaconda3-4.3.0-Linux-x86_64.sh
Após a instalação confira se a instalação foi bem sucedida
1#imprimindo a versão do python..
2~/anaconda3/bin$ ./python --version
3Python 3.6.0 :: Anaconda 4.3.0 (64-bit)
As principais bibliotecas que abordamos já estão instaladas, veja:
1~/anaconda3/bin$ ./python
2import pandas as pd
3import numpy as np
4import matplotlib as plt
5from sklearn import datasets
Falta apenas instalar o Scrapy e o Pymongo. Isso é bem fácil, veja:
1#instalando o Scrapy
2~/anaconda3/bin$./conda install -c conda-forge Scrapy=1.3.2
1#instalando o Pymongo
2~/anaconda3/bin$./conda install pymongo
Pronto!
Temos as bibliotecas Python instaladas em poucos minutos.
Mas, caso você não queira usar o Anaconda, continue lendo artigo para aprender como instalar cada biblioteca individualmente.

Python – Grinding Tools!

Caso você queira instalar as bibliotecas em seu ambiente de forma individual, abaixo estão os passos para instalação de cada uma.
Se você estiver usando um linux é bem provável que o Python já virá instalado na sua distribuição.
No nosso exemplo, usamos o Ubuntu. Neste, o Python já vem instalado na versão 2.7.12. Veja:
1python --version
2Python 2.7.12
Caso não tenha instalado, use o gerenciador de pacotes da sua distribuição, como no exemplo abaixo:
1sudo apt-get install python
No momento em que escrevo esse artigo, o Python se encontra na versão 3.6.0
É nessa versão que vamos trabalhar aqui, mas fique a vontade para usar a versão que melhor atenda você.
Para instalar o Python3 faça:
1sudo apt-get install python3-all
Após isso é chamar o python3 no terminal como:
1python3
Caso tenha alguma dúvida, consulte a documentação oficial aqui
Agora que temos o Python instalado, vamos começar instalando a ferramenta Jupyter Notebooks.
Esta é sem dúvida uma das melhores ferramentas para se trabalhar com Mineração de dados e Big data.
É uma verdadeira mão na roda, pois, através de um browser podemos emitir instruções python, plotar gráficos ou manipular dados de uma forma intuitiva e simples.
Tudo isso de forma rápida e sem ter que escrever tantos programas. Com os Notebooks seus scripts ficam documentados e é fácil de compartilhar com outros programadores.
Para instalar o Jupyter Notebooks faça:
1sudo apt install python-pip
Instale a ferramenta pip, se esta já não estiver instalada:
1sudo pip install jupyter
Em seguida instale o jupyter..
Pronto, com o jupyter instalado, inicie a aplicação para ter certeza que não houve erro na instalação
1jupyter notebook
Deve ser exibido o browser com a interface do jupyter notebooks.

Numpy

Numpy, como já dito anteriormente, é uma biblioteca muito usada, pois, facilita bastante operações matemáticas e lógicas como ordenação, seleção, transformações, operações estatísticas básicas.
Para instalar faça:
1sudo pip install numpy
O processo é bem simples e rápido. Em poucos segundos a biblioteca já está instalada e pronta para uso.
Para testar se tudo ocorreu bem, faça um teste simples, veja:
Conecte no console python
1python
Importe a biblioteca e execute o bloco de código como no exemplo abaixo:
1import numpy as np
2a = np.arange(6)
3print (a)
4[0 1 2 3 4 5]
Caso você tenha recebido a saída mostrada acima, a instalação foi bem sucedida.

Matplotlib

Matplotlib é uma biblioteca python usada para plotagem de gráficos 2D. O objetivo dela é descomplicar a plotagem de gráficos e tornar fácil a visualização de dados.
Para instalar faça:
1sudo pip install matplotlib
Aguarde um pouco até a conclusão da instalação.
Para testar se tudo ocorreu bem, faça um teste simples, veja:
– conecte no console python:
1python
– importe a biblioteca e execute o bloco de código como no exemplo abaixo:
1import matplotlib.pyplot as plt
2plt.plot([1,2,3,4])
3plt.ylabel('Numeros')
4plt.show()
O código acima deverá plotar um gráfico simples na tela conforme a imagem acima. Se deu tudo certo, sua instalação está Ok.

Pandas

pandas é uma biblioteca open source bastante poderosa. Ela implementa uma forma fácil e de alto desempenho para trabalhar com estruturas de dados. Particularmente é a biblioteca que eu mais gosto.
Para instalar faça:
1sudo apt-get install python-pandas
Aguarde a instalação da biblioteca. Esta deve demorar mais um pouco, pois, possui diversas dependências.
Para testar se tudo ocorreu bem, faça um teste simples, veja:
Conecte no console python
1python
Importe a biblioteca e execute o bloco de código como no exemplo abaixo:
1import pandas as pd
2num = pd.Series([1,3,5,6,'',8])
3print (num)
40    1
51    3
62    5
73    6
84    
95    8
10dtype: object
Se a saída acima foi impressa na tela, sua instalação está ok.

Scikit-learn

Scikit-learn é uma biblioteca simples e eficiente para mineração de dados. Ela contém diversos algoritmos de Machine Learning implementados em Python que podem ser executados facilmente.
Para instalar faça:
1sudo pip install scikit-learn
Aguarde alguns instantes e pronto já está instalada e pronta para trabalhar. Para testar se tudo ocorreu bem, faça um teste simples, veja:
Conecte no console python
1python
Importe a biblioteca e execute o bloco de código como no exemplo abaixo:
Este deve imprimir a estrutura do dataset Iris. Se foi impresso sem qualquer erro, a biblioteca foi instalada com sucesso.

NLTK

NLTK é um kit de ferramentas para processamento da linguagem natural.
Com este é possível trabalhar com técnicas de NLP de forma fácil e intuitiva, pela sua vasta quantidade de métodos existentes, o NLTK é um kit obrigatório quando o assunto é mineração de textos ou linguística.
Para instalar faça:
1sudo pip install nltk
Após instalar, conecte no console e faça o download do corpus da NLTK. Este contém diversos datasets para testes, textos e é bem útil. Eu normalmente faço download de tudo.
1import nltk
2nltk.download()
Será exibida a imagem abaixo. Clique em “all” e em OK e aguarde o download.

Scrapy

Scrapy é um framework incrível usado para fazer crawler de páginas na web. Com o scrapy é possível construir crawlers para extração de dados de páginas na web de forma fácil, e simples.
Para instalar faça:
1sudo pip install scrapy
Caso receba o seguinte erro:
scrapy : Depends: python-support (>= 0.90.0) but it is not installable
E: Unable to correct problems, you have held broken packages
Instale o pacote python-support, pois, na versão do Ubuntu 16.04 esse pacote foi removido. Esse pacote contém as bibliotecas que são dependências para o Scrapy. Faça:
1wget http://launchpadlibrarian.net/109052632/python-support_1.0.15_all.deb
2sudo dpkg -i python-support_1.0.15_all.deb
Após instalar o pacote, repita o comando pip para instalar o Scrapy:
1sudo pip install scrapy
Para testar se tudo ocorreu bem, faça um teste simples, veja:
Execute a ferramenta Scrapy passando o parâmetro ‘version’
1md@server01:~$ scrapy version
2Scrapy 1.3.2
Se não foi emitido nenhum erro, a instalação está ok.

Pymongo

PyMongo é uma biblioteca de acesso ao banco de dados MongoDB.
Sua implementação facilita a interação com o SGBD, permitindo emitir instruções ao banco de dados através de código python.
Para instalar faça:
1sudo pip install pymongo
A instalação é bem rápida.
Para testar se tudo ocorreu bem, faça um teste simples, veja:
Conecte no console python
1python
Importe a biblioteca e execute o bloco de código como no exemplo abaixo:
1from pymongo import MongoClient
2client = MongoClient()
3print (client)
O bloco acima, cria uma instância para uma conexão cliente. Se não houve nenhum erro, a biblioteca está ok.

R – simplicidade e eficiência!

R é uma linguagem de programação extremamente poderosa e que tem um espaço em destaque quando o assunto é Data Science. É famosa pela sua facilidade para fazer análise de dados, processar instruções estatísticas e modelos gráficos.
Para instalar o R:
O primeiro a ser feito é descobrir codinome do Ubuntu, para isso utilize o seguinte comando:
1lsb_release -a
2Codename: trusty
No site do R tem a lista de repositórios que mantém o projeto.
Escolha o repositório de onde você quer fazer o download.
No meu caso escolhi o repositório da USP no Brasil
Importante: Deve haver um espaço entre o link e o nome da versão do seu ubuntu
Adicione o endereço do repositório e o codinome do seu Ubuntu no final do arquivo /etc/apt/source.list. No meu caso ficou:
1vi /etc/apt/source.list
Em seguida adicione as chaves
1sudo gpg --keyserver keyserver.ubuntu.com --recv-key E084DAB9
2sudo gpg -a --export E084DAB9 | sudo apt-key add -
Agora atualize a lista de repositórios da sua máquina e instale os pacotes do R
1sudo apt-get update
2sudo apt-get install r-base r-base-dev
Após instalação abra o console do R com o comando “R” (maiúsculo):
1R

R-Studio

Quem trabalha com R sabe que existem diversas ferramentas para ajudar o desenvolvedor a trabalhar com essa linguagem.
A ferramenta que mais se destaca é o R-studio.
Esta é uma IDE open source para R muito útil pois facilita bastante o desenvolvimento.
Nesse artigo vamos instalar a versão R-Studio Desktop dessa ferramenta.
Para instalar o R-Studio no Ubuntu faça download do pacote aqui
No meu caso precisei instalar a seguinte biblioteca, pois, essa é uma dependência para instalação do R-Studio.
1sudo apt-get install libjpeg62
Em seguida instale o R-Studio
1sudo dpkg -i rstudio-1.0.136-amd64.deb
Pronto!
Chame o R-Studio no console com o comando
1rstudio
Se estiver usando Windows, a instalação do R é bem fácil.
Basta fazer o download aqui e seguir o assistente de instalação.
No próximo artigo continuaremos com outras ferramentas. Falaremos do RapidMiner, do Weka e sobre machine learning na prática com Weka.
Se você já gostou do assunto desse artigo, não deixe de compartilhar com seus amigos para que cada vez mais pessoas aprendam sobre as melhores ferramentas de Mineração de Dados e Big Data.