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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Microsoft e NSA confirmam falha grave no Windows 10. O que você deve fazer?

PC World (EUA) 16/01/2020 às 15h00





Foto: Shutterstock

Como esperado, a Microsoft revelou uma falha no Windows que afetou a biblioteca criptográfica do Windows 10. Apesar disso, as atualizações publicadas na última terça-feira (14) corrigem o problema, específico do Windows 10 e Windows Server.A falha, CVE-2020-0601, foi encontrada na biblioteca criptográfica do modo de usuário, CRYPT32.DLL, que afeta os sistemas do Windows 10. (Ao contrário dos rumores anteriores, não afeta o Windows 7, que coincidentemente foi encerrado na terça-feira.) 

Felizmente, a Microsoft relatou que a biblioteca não estava em uso ativo, embora isso não impeça um invasor de explorar a falha. Especificamente, o ataque pode permitir que o malware seja ocultado por trás de uma assinatura criptográfica falsificada. Portanto, o antivírus pode identificar o malware como aplicativo legítimo, induzindo o usuário a se tornar uma vítima.

A Microsoft não citou a fonte que revelou a vulnerabilidade. O Washington Post havia relatado que a Agência de Segurança Nacional (NSA) desenvolveu a pesquisa e a entregou à gigante da tecnologia. A própria NSA recebeu o crédito pela descoberta em um comunicado de segurança. "A exploração da vulnerabilidade permite que os invasores derrotem as conexões de rede confiáveis ​​e forneçam código executável enquanto aparecem como entidades legitimamente confiáveis", afirmou a NSA.

“Exemplos onde a validação de confiança pode ser afetada incluem: conexões HTTPS, arquivos e e-mails assinados, [e] código executável assinado iniciado como processos no modo de usuário.”
A NSA aconselhou que os usuários apliquem os patches do Patch Tuesday o mais rápido possível para evitar riscos. 

"A NSA avalia que a vulnerabilidade é grave e que atores cibernéticos sofisticados entenderão a falha subjacente muito rapidamente e, se explorados, tornarão as plataformas mencionadas anteriormente como fundamentalmente vulneráveis", escreveu a NSA. 

“As consequências de não corrigir a vulnerabilidade são graves e generalizadas. As ferramentas de exploração remota provavelmente serão disponibilizadas de forma rápida e ampla.” Os usuários devem garantir que os seus PCs com Windows 10 estejam atualizados.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Open-source: 20 anos de história e influência no mercado de tecnologia

PC World - EUA em 06 de Fevereiro de 2018



O software open-source (código aberto) está presente em muitas coisas da sua vida, mesmo que você não perceba. Os fãs das placas Raspberry Pi, por exemplo, se aproveitam do software open-source. Servidores open-source Linux e BSD rodam nossos sites e redes corporativas, assim como unidades de entretenimento de aviões e quiosques de computadores.

E não para por aí. O software open-source está no núcleo dos aparelhos Android. Até mesmo navegadores populares são open-source, incluindo o Firefox, o Opera e o projeto Chromium, que serve como base para o Chrome. Softwares de código aberto como Linux são tão importantes para os desenvolvedores que a Microsoft até o integrou no Windows 10 com o Ubuntu Bash no Windows.

O termo que ajudou a definir todas essas tecnologias nasceu há 20 anos. Já existia a noção de “software livre”, em que os usuários podiam ver o código fonte de um programa, graças aos esforços de Richard Stallman e da Free Software Foundation. Mas em 3 de fevereiro de 1998, os primeiros membros da Open Source Initiative se reuniram para cunhar e adotar o termo “open source”, e a Open Source Definition publicada alguns dias depois ajudou a criar um movimento de massa em torno da noção de expor o código fonte dos softwares.

O criador do Linux, Linus Torvalds, abraçou o termo pouco depois – o trabalho da Linux Foundation gira em torno do código open-source. Com o passar do tempo, o código aberto se expandiu lentamente para também passar a incluir hardware, além do software.

O software open-source é hoje um elemento fundacional do mundo computadorizado graças aos esforços de inúmeras organizações, desenvolvedores independentes e usuários comuns.

Por ocasião do aniversário de 20 anos do open-source, confira abaixo alguns pontos importantes sobre as plataformas de código aberto.

Sistemas operacionais open-source

Quando o assunto são PCs e software open-ource, um grande projeto vem à cabeça: Linux – também conhecido como GNU/Linux. Também existem outros exemplos como o BSD (incluindo FreeBSD e OpenBSD), mas o Linux e as suas diversas distribuições se destacam.

Os sistemas Linux já foram considerados pouco amigáveis a usuários novatos, mas esses dias ficaram para trás há muito tempo. Se você sempre quis testar o Linux, mas nunca soube por onde começar, confira o nosso especial sobre as melhores distribuições para usuários iniciantes.

A maioria começa com o Ubuntu (atualmente na versão 17.10), que conta com uma interface amigável. Mas também há a Debian, em que o Ubuntu é baseado, e dezenas de outras opções. E se você quiser testar algo mais recente, a System76, uma fabricante de hardware com foco em Linux, apresentou recentemente uma distribuição chamada Pop! OS.

Software open-source

O software open-source evoluiu ao ponto de que existe um substituto viável para quase tudo que você usa, incluindo navegadores, pacotes de produtividade, clientes de e-mail, players de mídia e muito mais. Outro produto open-source intrigante é o Syncthing, um serviço de sincronização na nuvem que você controla.

É possível até mesmo rodar software que não é open-source dentro de aplicativos open-source. Por exemplo, é possível rodar o Windows em uma máquina virtual no Linux – uma boa opção para quem precisa utilizar determinados aplicativos Windows, mas não quer rodar o sistema da Microsoft o tempo todo.

Rodar games em uma máquina virtual não é a melhor das experiências, mas vale lembrar que cada vez mais e mais jogos estão recebendo suporte para Linux – um movimento que deve muito ao Steam. No entanto, vale notar para os mais puristas que nem o Steam nem esses games com suporte para Linux são open-source – eles apenas rodam no Linux.

Hardware open-source

Você também pode ter hardware dedicado às versões do Linux, como o System76 Galago Pro ou o Purism Librem 15, mas esses dispositivos não costumam ser open-source como os softwares que rodam neles. Em alguns casos, você pode encontrar manuais técnicos disponíveis para o público, mas os componentes que vão no aparelho – como CPU e GPU – quase sempre são proprietários.

O mini PC Raspberry Pi, por exemplo, que custa 35 dólares, usa um chip ARM como base. Mas a placa sempre foi uma aliada do software open-source desde a sua chegada ao mercado.

Nos últimos 20 anos, as pessoas que produzem software open-source ajudaram a criar um novo mundo arrojado e habilitaram algumas das nossas infraestruturas on-line mais importantes. Por mais 20 anos!

terça-feira, 13 de junho de 2017

Pesquisadores descobrem Trojan para Android distribuído via Google Play

Em 12/06/2017

Um novo Cavalo de Troia para aparelhos Android chamou a atenção dos pesquisadores de segurança da Kaspersky Lab na última semana. Distribuído como um jogo pela loja oficial da plataforma, a Google Play Store, o malware consegue obter direito de acesso à raiz do smartphone, segundo a companhia de segurança.
Além disso, a ameaça também pode assumir o controle do aparelho Android ao injetar código malicioso na biblioteca do sistema. Ao conseguir isso, o trojan pode excluir o acesso à raiz, em uma tentativa de evitar a sua detecção.
Segundo a Kaspersky, o Cavalo de Troia em questão já foi baixado mais de 50 mil vezes pela Google Play Store desde o último mês de março. Depois de ficar sabendo da ameaça pela Kaspersky, o Google retirou a ameaça da Play Store.
“Acreditamos ter descoberto esse malware em um estágio bastante precoce. Nossa análise mostra que os módulos maliciosos informam cada movimento aos invasores, e existem técnicas capazes de violar os dispositivos infectados. A rapidez é essencial para evitar um ataque massivo e perigoso”, explica o analista sênior de malware da Kaspersky Lab, Roman Unuchek.
O que fazer
Os usuários que suspeitam ter sido infectados pelo Dvmap devem fazer backup de todos os seus dados e executar uma restauração dos dados de fábrica, conforme a empresa.