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sábado, 1 de julho de 2017

#15 – Para que serve

Em 28/06/2017

Resultado de imagem para backup de dados

Introdução

Quando pensamos nas possibilidades de perda de dados ou informações, normalmente um dos recursos mais conhecidos e utilizados por todos é o bom e velho backup, capacidade que ao longo dos anos também evoluiu muito e hoje pode ser feito de maneira muito simples, tanto para um pen-drive como diretamente para um repositório disponibilidade de maneira on-line não tão falada e prosperada Cloud Computing.
Mas se fazer o backup é algo simples, imagine então o processo de restauração deste conteúdo que também se torna cada vez mais ágil, rápida e fácil. Você já pensou nisso? Não adianta fazer o backup e pensar “estou seguro, fiz o backup do meu banco de dados, quando eu precisar basta restaurar”, parece ser algo que nunca vai acontecer, mas não é o que atualmente estamos vendo.
Pensando neste sentido seu eu que pergunto: “E se por acaso o seu backup foi roubado, sequestrado, enfim alguém mal intencionado acabou se apoderando dos seus dados?” Isso parece ser bastante assustador e perigoso, foi justamente pensando nisso que a partir da versão CTP2 do Microsoft SQL Server 2014, o time de engenheiros, desenvolvedores e especialistas da Microsoft decidiram adicionar de forma nativa a capacidade de criarmos backups diretamente em uma instância ou servidor SQL Server fazendo uso de criptografia de dados através dos já conhecidos algoritmos, por mais simples que isso possa parecer até a versão 2012 do Microsoft SQL Server não tínhamos esta funcionalidade disponibilidade no produto de forma nativa e totalmente suportada para nossos bancos de dados, tínhamos a necessidade de utilizar ferramentas de terceiros para aplicar este tipo de recurso.

Native Backup Encryption

Através desta nova funcionalidade ao executar um procedimento ou rotina de backup de banco de dados, o Microsoft SQL Server sabendo da escolha deste recurso além de criar um arquivo contendo todo conteúdo estabelecido para o banco de dados selecionado, também realizará para o mesmo arquivo que esta sendo criado a aplicação de uma camada de criptografia de dados, onde de uma maneira direta o conteúdo armazenado neste arquivo de backup estará totalmente criptografado.
Dentre as principais características existentes para esta funcionalidade, para que esta capacidade de adicionar uma camada de criptografia diretamente para todo o backup, torna-se necessário o uso de alguns recursos adicionais em nosso banco de dados para que seja possível criarmos backups criptografados, estou me referindo ao uso de certificados e chaves assimétricas em conjunto com os algoritmos suportados pelo SQL Server sendo eles:
  • AES 128;
  • AES 192;
  • AES 256; e 
  • Triple DES.

Utilizando o Native Backup Encryption

Como já destacado anteriormente, antes de criarmos um backup criptografado de nosso banco de dados, temos a necessidade de criamos um certificado de segurança para garantir que todo conteúdo existente esta sendo validado e possui um mecanismo de segurança.
Para começarmos, vamos realizar o primeiro passo que consiste na criação do nosso Banco de Dados chamado NativeBackupEncryption,em seguida criaremos nossa chave assimétrica e na sequência o certificado denominado CertNativeBackupEncryption. Vale ressaltar, que tanto o certificado como também a chave assimétrica serão obrigatoriamente armazenadas na banco de dados de sistema Master. Para isso utilizaremos o Bloco de Código 1 apresentado a seguir:
— Bloco de Código 1 —
Create Database NativeBackupEncryption
Go

Use Master
Go

Create Master Key Encryption By Password = ‘Backup@@01’
Go

Create Certificate CertNativeBackupEncryption
With Subject = ‘Certificado para Criptografia de Backup’;
Go

Perfeito o primeiro passo já foi realizado e podemos observar nas árvores de recursos do nosso banco de dados que tanto o certificado como principalmente a chave assimétrica estão criadas, conforme ilustra a Figura 1 apresentada abaixo:
Figura 1 – Certificado CertNativeBackupEncryption criado.

Nosso segundo passo também é um dos mais importantes, para conseguirmos aplicar a criptografia em nosso backup de dados, consiste basicamente no procedimento de backup da nossa chave assimétrica em conjunto com o backup do certificado CertNativeBackupEncryption, para que posteriormente seja possível realizar o backup criptografado.
Vale ressaltar que se este procedimento não venha a ser realizado o Microsoft SQL Server durante o processo de Backup Database emitirá um alerta informando a necessidade que este procedimento venha a ser realizado.
Vamos então executar o segundo passo através do Bloco de Código 2apresentado na sequência:
— Bloco de Código 2 —
Backup Certificate CertNativeBackupEncryption
To File = ‘S:\MSSQL-2016\Backup\Backup-Certificate-CertNativeBackupEncryption.cert’
With Private Key
(
File = ‘S:\MSSQL-2016\Backup\Backup-Master-Key-File.key’,

Encryption By Password = ‘Backup@@01’

)
Go

Legal, legal, conseguimos realizar o backup da nosso Certificado e também do nossa Chave Assimétrica, observe que no procedimento de backup do certificado estamos informando o uso do nossa chave assimétrica na instrução With Private Key, passando como parâmetros os mesmos valores informados para o backup da chave.
A Figura 2 ilustra o local de armazenamento dos arquivos gerados após o backup da chave assimétrica e do certificado:
Figura 2 – Arquivos de backup da chave e certificados criados e armazenados.

Importante: Por questões de facilidade os arquivos de backup foram criados no mesmo local, mas pensando em segurança e boas práticas é altamente recomendável que cada arquivo de backup seja criado e armazenado em locais distintos por questões óbvias de segurança.
Agora que os backups de chave assimétrica e certificados foram realizados, vamos executar nosso último passo que consiste justamente na realização do Backup do nosso banco de dados NativeBackupEncryption aplicando as técnicas de compressão de dados para economia de espaço em disco e principalmente o uso da opção Encrytpion que nos permite escolher o algoritmo de criptografia e qual certificado a nível de servidor vamos utilizar, sendo assim, podemos executar o Bloco de Código 3 apresentado a seguir:
— Bloco de Código 3 —

Backup Database NativeBackupEncryption
To Disk = ‘S:\MSSQL-2016\Backup\Backup-NativeBackupEncryption.Bak’
With Compression,
Encryption 
(Algorithm = AES_256,
Server Certificate = CertNativeBackupEncryption)
Go

Muito bem, como todo procedimento de backup, ao final da execução do comando Backup Database o Management Studio apresenta aquele tradicional conjunto de informações relacionadas ao nosso backup, algo que também não é diferente quando fazendo uso de um backup criptografado. A Figura 3 apresentado o arquivo de backup Backup-NativeBackupEncryption.Bak criado e armazenado após a conclusão da execução do comando Backup Database:
Figura 3 – Arquivo NativeBackupEncryption.Bak criado e armazenado em disco.

Estamos quase no final, continuando mais um pouco, vamos garantir e comprovar que realmente nosso backup foi criptografado. Você pode estar querendo ter a certeza que nosso backup esta criptografado, para realizarmos as conhecida prova dos nove, vamos fazer uso do tradicional comando Restore HeaderOnly, através do Bloco de Código 4 declarado abaixo:
— Bloco de Código 4 —
Restore HeaderOnly
From Disk = ‘S:\MSSQL-2016\Backup\Backup-NativeBackupEncryption.Bak’
Go

Para ilustrar o resultado obtido apos a execução do bloco de código 4, podemos observar os valores apresentados nas colunas: KeyAlgorithm, EncryptorThumbprint e EncryptorType, conforme apresenta a Figura 4.
Figura 4 – Informações referentes ao uso da criptografia no arquivo de backup.

Note que estão sendo apresentados para as respectivas colunas o algoritmo que utilizamos no procedimento de backup e seus respectivos encryptors, mecanismos utilizados para aplicar a criptografia.
Sensacional, conseguimos criar um backup com criptografia de seu conteúdo de forma nativa, sem ter a necessidade de utilizar ferramentas ou recursos de terceiros, fazendo uso total das funcionalidades e características existentes no Microsoft SQL Server. Mesmo assim, alguns pontos importantes devem ser destacados antes de concluirmos mais um post, a seguir destaco os benefícios e limitações do Native Backup Encryption.

Benefícios

  1. O uso deste tipo de recurso com certeza poderá trazer aos organizações e profissionais de banco de dados um grande benefício no que se relacionada as questões de segurança e armazenamento de dados após o processo de backup.
  2. Caso você esteja utilizando atualmente uma ferramenta de terceiros para backups criptografados, você pode comparar essa ferramenta com a funcionalidade e o desempenho de backups criptografados nativos e ver se isso preenche sua exigência.

Limitações

  1. O Native Backup Encryption não esta disponível nas edições Express e Web do Microsoft SQL Server.
  2. O processo de appending capacidade de abrir um arquivo de backup já existente e adicionar o novo conteúdo ao seu final não é suportado para backups criptografados.

Referências

Links

Caso você ainda não tenha acessado os posts anteriores desta sessão, fique tranquilo é fácil e rápido, basta selecionar um dos links apresentados a seguir:

Conclusão

Durante muito tempo este foi um dos recursos mais esperados e aguardos pelos profissionais do Microsoft SQL Server, principalmente pela necessidade até então da aquisição de ferramentas de terceiros, o que gerava custos, bem como, para realizar um procedimento simples trabalhar com dois produtos distintos ao mesmo tempo, o que para alguns pode parecer dificultoso.
Neste post fizemos uso do algoritmo AES_256 considerado por muitos profissionais um dos mais seguros, mas vale a pena fazer uso e comparação dos demais para justamente identificar suas diferenças de comportamento ainda mais se levarmos em consideração diferenças no tempo de execução de um backup criptografado com outro algoritmo.
Mas esse desafio e análise vou deixar para você!!!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

A nuvem matou o backup?

Por Taruk Thakur.
Em 16/05/2017 no site CIO.

Com as empresas adotando rapidamente infraestrutura híbrida e multi-nuvem e migrando cargas de trabalho tradicionais para a nuvem, as arquiteturas distribuídas tornaram-se padrão de fato, mas as estratégias tradicionais de backup e recuperação não acompanharam o ritmo. É necessária uma nova abordagem em nuvem para proteção de dados.
De acordo com a IDC , 70% dos CIOs têm uma estratégia cloud-first, e é seguro assumir que a maioria das empresas tem uma infraestrutura multi-cloud, implementando aplicativos na nuvem mais adequada, seja privada, pública ou gerenciada. Esta evolução para multi-nuvem criou duas mudanças transformadoras que estão provocando disrupção na camada de aplicação do mundo da infraestrutura.
Em primeiro lugar, os aplicativos de próxima geração nascidos na nuvem estão sendo implementantados em bancos de dados distribuídos e não-relacionais de próxima geração, como Apache Cassandra, MongoDB e Apache HBase, entre muitos outros. Como bancos de dados não-relacionais, eles oferecem alta disponibilidade, mas comprometem a consistência. Para aplicações analíticas, as empresas estão rapidamente implantando dados analíticos on-premise, como o Apache HDFS/Hadoop ou bancos de dados nativos como o Amazon Redshift e o Google BigQuery. Para complicar ainda mais as coisas, essas aplicações de próxima geração são implementadas tanto em infraestrutura de nuvem pública quanto em nuvens privadas on-premise.
Em segundo lugar, os aplicativos tradicionais de data center estão migrando para a nuvem. Embora esses aplicativos ainda sejam predominantemente implantados em bancos de dados relacionais, como o Oracle e o Microsoft SQL Server, o equilíbrio está se deslocando para a implementação em bancos de dados nativos da próxima geração, como o Amazon DynamoDB. 
O crescimento explosivo do negócio de banco de dados da Amazon Web Services, que cresceu para mais de US $ 2 bilhões em apenas três anos, é apenas um exemplo dessa mudança.
Proteção de dados acompanha a migração para a nuvem 
Qualquer empresa que tenha uma infinidade de aplicativos e bancos de dados está vivendo em um mundo multi-cloud e as implicações são profundas. Do ponto de vista de um CIO, há vários conclusões estratégicas.

Primeiro, os aplicativos ditam a escolha da nuvem. Por exemplo, se você tiver aplicativos que usem a plataforma Exadata, da Oracle, você não vai mover a plataforma Oracle Exadata para a AWS, mas sim para a Oracle Cloud. Da mesma forma, para aplicativos específicos do Microsoft SQL Server, você provavelmente irá mover esses aplicativos para a nuvem pública Microsoft Azure ou para a AWS. Não é de surpreender que novas e modernas aplicações implementadas em bases de dados não relacionais e modernas sejam implementadas a partir da infraestrutura da primeira nuvem.
Em segundo lugar, os casos de uso cruzam as fronteiras das nuvens. Além da proteção de aplicativos inteiros que migraram para a nuvem, as organizações precisam mover os conjuntos de dados para a nuvem para testes, desenvolvimento ou análise, migrar dados inativos para a nuvem para obter eficiência de custos e trazer dados de volta para a conformidade e conformidade. governança.
CIOs precisam de uma nova estratégia de backup e recuperação, como parte de uma estratégia global de gerenciamento de dados, para prosperar no mundo multi-cloud. Os CIOs precisam planejar e executar proativamente uma estratégia de proteção de dados que não apenas forneça proteção de dados para aplicativos distribuídos e nascidos em nuvem, mas também ofereça a liberdade de aproveitar melhor todos os seus recursos de nuvem conforme exigido pelos requisitos da aplicação.
ckoudbackup
Os requisitos para a proteção de dados em um mundo multi-cloud requerem uma abordagem fundamentalmente diferente da proteção de dados tradicional. Há uma série de recursos-chave a serem pesquisados ​​quando se opta por uma estratégia de backup e recuperação que pode acompanhar a migração global da nuvem:
· Elasticidade da nuvem - Para aproveitar totalmente o poder da nuvem, a proteção de dados precisa ser elástica e baseada em computação, proporcionando escalabilidade.
· Hyper-scale e distribuído - O tema comum do mundo multi-cloud, das aplicações de próxima geração nascidas na nuvem e das aplicações tradicionais que migram para a nuvem, é hyper-scale. As aplicações multi-nuvem são, por definição, hyper-scale e distribuídas, portanto qualquer estratégia de proteção de dados deve ser fundamentada no tratamento da proteção hyper-scale.
· Centrada na aplicação - Não há conceito de um LUN ou um ESX VM na nuvem. Toda a infraestrutura subjacente é exposta como serviços na nuvem, como o Elastic Block Store (EBS) ou a Elastic Compute Cloud (EC2). Na nuvem, a pilha de valor está subindo em direção a aplicativos. Portanto, qualquer estratégia de proteção de dados deve ser centrada em aplicativos em vez de infraestrutura (por exemplo, LUN, VM), eliminando qualquer dependência na infraestrutura subjacente.
· Desempenho em escala - A proteção de dados multi-nuvem deve eliminar as deficiências inerentes às arquiteturas baseadas em servidores legados. Em vez disso, os dados devem se mover diretamente e em paralelo da origem para o destino.
· Eficiência em escala - As tecnologias de desduplicação encontradas em soluções tradicionais de proteção de dados não funcionam em um ambiente multi-cloud. Em vez disso, procure a desduplicação de próxima geração, centrada nos aplicativos e ca[az de fornecer maior eficiência de armazenamento de backup na nuvem.
· Visibilidade global dos dados - Devido à natureza distribuída multi-cloud, a proteção de dados precisa fornecer visibilidade global de dados, permitindo backup em qualquer lugar, recuperar em qualquer lugar e migrar em qualquer lugar.
· Portabilidade universal de dados - Para manter total independência da infraestrutura subjacente multi-nuvem, a proteção de dados deve fornecer formato nativo, versão de dados sempre consistente permitindo recuperação completa de dados, portabilidade e mobilidade.
Quando feita corretamente, a adoção de uma estratégia de proteção de dados em nuvem em um ambiente multi-cloud pode desbloquear benefícios anteriormente inatingíveis dentro de limites tradicionais, como fornecimento de disponibilidade e desempenho completos, que fornece resiliência à infraestrutura de proteção de dados. E o uso da desduplicação centrada no aplicativo pode fornecer backups eficientes em termos de espaço, conseguindo uma redução de até 70% no custo de armazenamento secundário.
Uma primeira estratégia de proteção de dados em nuvem também pode facilitar a adoção de nuvem híbrida migrando dados para, de e dentro da nuvem. Em última análise, a proteção de dados em nuvem pode permitir backup anywhere (em uma nuvem ou várias nuvens), recover anywhere (no local ou na nuvem pública) e migrate anywhere (na nuvem, entre nuvens ou on-premise). 
Para os CIOs que procuram acompanhar o ritmo da transformação da nuvem, uma estratégia de proteção de dados em nuvem também pode ajudar a determinar o valor de seus dados. A premissa dessa monetização é simples: enquanto as versões de backup ou compatíveis com aplicativos permitem que as empresas atendam às necessidades de recuperação operacional, a monetização dos dados secundários realmente impulsiona os resultados do negócio. Por exemplo, permitir que as empresas executem instâncias de aplicação diretamente a partir da cópia secundária em vez de restaurar dados para a instância principal ou de produção e, em seguida, colocar a aplicação de volta online pode poupar tempo e dinheiro.
Então, a nuvem mata backup? Com certeza não! Mas isso exige uma reinvenção da proteção de dados para o mundo multi-cloud. A transformação digital está impulsionando a adoção generalizada de uma infraestrutura multi-nuvem, inaugurando uma nova era de aplicações distribuídas, de grande escala, que estão se tornando o alicerce da estratégia de avanço das organizações. 
Para acompanhar essa transformação, os CIOs precisam garantir que seus dados estejam sempre disponíveis, e isso exige que eles tomem uma nova olhada em seus requisitos e nas tecnologias que usam para enfrentar esses desafios.
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