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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Microsoft cogita adicionar suporte à linguagem Python no Excel

Por Felipe Ventura em 04/01/2018 no site Tecnoblog

Imagem por Esa Riutta/Pixabay

O Python é atualmente uma das linguagens de programação mais populares, graças à sua facilidade de uso e suporte a bibliotecas externas. Por esse motivo, a Microsoft demonstrou interesse em incluí-la no Excel.
Na central de feedback da Microsoft, a sugestão com mais votos para o Excel diz: “permita-nos fazer scripts com Python… não só como uma alternativa ao VBA, mas também como uma alternativa a funções como (= SOMA(A1:A2))”.
Essa sugestão é antiga: foi publicada por um usuário em novembro de 2015. Ashvini Sharma, gerente de programa do Excel, respondeu na época: “nós vamos investigar isto para uma atualização futura”.
A ideia ficou parada até que, em outubro de 2017, Sharma disse: “estamos ocupados construindo uma infraestrutura que permite a execução remota de código arbitrário a partir de funções personalizadas no Excel”. É um sinal de que o projeto está andando, ainda que lentamente.
A atualização mais recente, também de Sharma, pede que os interessados na integração entre Python e Excel respondam a este questionário.
Como explica o Bleeping Computer, os usuários poderiam usar scripts do Python para interagir com documentos, dados e funções do Excel, semelhante ao que é possível atualmente com scripts VBA.
O Visual Basic for Applications (VBA) é uma linguagem de programação que pode ser usada dentro do pacote Microsoft Office, incluindo Word, Excel e PowerPoint. O desafio será implementar o Python em todos esses programas, não apenas no Excel.
“É importante que isso seja consistente em toda a experiência do Office. Alguns de nós somos velhos o suficiente para lembrar das múltiplas versões do VB-alguma coisa para o Excel, Word, Access, que eram um golpe para a produtividade”, diz um usuário em uma discussão no Hacker News.
Com informações: Bleeping Computer.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Ransomware para Linux sequestra servidores e pede resgate de R$ 3,5 milhões

Por 
Em 20/06/2017 no site Tecnoblog

Estamos realmente passando por uma epidemia de ransomwares: depois do WannaCry se espalhar pelo mundo, forçando a Microsoft a atualizar até o Windows XP, uma empresa de hospedagem de sites da Coreia do Sul teve seus arquivos sequestrados por um malware desenvolvido para Linux. A praga afetou 153 servidores e tirou do ar mais de 3,4 mil sites de clientes.
O ransomware em questão é o Erebus, que foi originalmente criado para Windows, mas recebeu modificações para funcionar no Linux. Ele atacou a Nayana Internet no dia 12 de junho e, inicialmente, pedia 5 bilhões de wons (aproximadamente R$ 14,5 milhões) em bitcoins para recuperar os dados. Depois de negociações com os criminosos, o valor do resgate caiu para 1,2 bilhão de wons (R$ 3,5 milhões).
Não se sabe como o Erebus atacou os servidores, mas a Trend Micro especula que o ransomware se aproveitou de algum exploit no kernel, no Apache ou no PHP, que estão desatualizados na Nayana: a versão do PHP é a 5.1.4, lançada em 2006. Uma falha no kernel do Linux, conhecida como Dirty Cow, permitia que um usuário comum obtivesse permissões de root e ficou sem correção entre 2007 e 2016.
O ransomware criptografa os dados do servidor e cria um arquivo chamado _DECRYPT_FILE.txt com as instruções de recuperação e um código de identificação da máquina sequestrada. Aparentemente, a variante do Erebus foi pensada para servidores web, já que afeta o diretório /var/www (onde normalmente são guardados os arquivos dos sites) e os arquivos ibdata, do banco de dados MySQL.
O resgate será pago em três parcelas, à medida que a Nayana consegue recuperar os arquivos. Duas já foram pagas, mas a empresa ainda está tendo problemas com alguns servidores de banco de dados; a última deve ser acertada somente quando essas máquinas voltarem a funcionar. O valor pode ser um recorde: mesmo o WannaCry só arrecadou R$ 170 mil em um final de semana.

Criadores do ProtonMail lançam VPN gratuito e criptografado

Por Jean Prado
Em 20/06/2017 no site Tecnoblog

O ProtonMail, serviço de e-mail criptografado “à prova de NSA”, lançou oficialmente nesta terça-feira (20) o seu serviço de VPN. Também protegido por criptografia, o ProtonVPN chama a atenção por ser gratuito, não limitar o consumo de dados e proteger a privacidade dos usuários.
Ele foi criado pelos mesmos pesquisadores do MIT e da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) que fizeram o ProtonMail. Segundo os fundadores, o ProtonVPN foi criado para proteger ativistas e jornalistas que precisam de uma conexão segura para navegar na web sem serem rastreados ou censurados.
“A importância de usar um VPN para ter mais segurança e privacidade online cresce a cada dia”, diz o anúncio do ProtonVPN. Como justificativa, eles mencionam as recentes tentativas de acabar com a neutralidade da rede que vêm acontecendo nos Estados Unidos e movimentos de alguns países na Europa de aumentar a vigilância online.
O VPN tem seu datacenter baseado na Suíça, um país que não faz parte da União Europeia e tem uma regulamentação pesada em proteção de dados e privacidade. Com forte segurança, o ProtonVPN não salva logs de conexão, tem proteção contra vazamento de DNS, suporta o Tor e tem um kill switch capaz de bloquear todas as conexões no seu computador se o VPN for desconectado involuntariamente.
Apesar de ter uma modalidade grátis, o ProtonVPN faz comprometimentos em prol dos planos pagos. Com uma conta gratuita, você tem direito a usar o VPN de até três países em um dispositivo e tem velocidade de conexão limitada. No plano básico, por US$ 48 ao ano, você tem acesso a todos os 14 países, uso em dois dispositivos e maior velocidade de conexão. Veja mais planos aqui.
Por meio do serviço gratuito, o ProtonVPN pretende captar usuários que podem fazer upgrade para contas pagas em algum momento. “Diferente de empresas como o Google e Facebook que abusam da privacidade dos usuários para vender anúncios”, nas palavras deles, os serviços gratuitos de e-mail e VPN criptografados que oferecidos por eles dependem da contribuição dos usuários para cobrir os gastos.

sábado, 27 de maio de 2017

Inteligência artificial transforma mockups de interfaces em código-fonte

26/05/2017 no site Tecnoblog


Quando um aplicativo ou site é desenvolvido, normalmente funciona assim: o designer projeta a interface, ainda em formato de imagem, e depois repassa o desenho para o desenvolvedor front-end, que então transforma o mockup em código-fonte para ser interpretado pela máquina. É um processo que leva várias horas de trabalho. Só que a inteligência artificial pode reduzir (ou até eliminar) o tempo gasto nessa tarefa.


A startup dinamarquesa UIzard Technologies está trabalhando em um software com inteligência artificial que utiliza redes neurais para transformar screenshots em interfaces de aplicativos ou páginas da web, tudo automaticamente. O pix2code, como foi batizado, é capaz de “programar” para Android e iOS, além de “escrever” código em HTML e CSS.

Em um artigo, o fundador Tony Beltramelli explica que o processo é semelhante a criar descrições em texto a partir de imagens, algo que o Facebook já começou a fazer para ajudar pessoas com deficiência visual. O algoritmo é treinado com uma série de exemplos já prontos, e a partir daí consegue relacionar um botão, texto ou controle em uma screenshot a um código-fonte na linguagem desejada.

Este vídeo mostra o pix2code em funcionamento:






A UIzard diz que o modelo já é capaz de transformar mockups em código-fonte com 77% de precisão, o que está longe da perfeição, mas pode ser “drasticamente melhorado” com uma base maior de treinamento. No estágio atual, a tecnologia suporta poucos parâmetros e foi treinada com um conjunto de dados “relativamente pequeno”, com algo entre 80 e 140 mil exemplos para cada linguagem.

A expectativa, segundo o The Next Web, é que o pix2code seja liberado ao público até o final do ano.