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terça-feira, 20 de junho de 2017

Ransomware para Linux sequestra servidores e pede resgate de R$ 3,5 milhões

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Em 20/06/2017 no site Tecnoblog

Estamos realmente passando por uma epidemia de ransomwares: depois do WannaCry se espalhar pelo mundo, forçando a Microsoft a atualizar até o Windows XP, uma empresa de hospedagem de sites da Coreia do Sul teve seus arquivos sequestrados por um malware desenvolvido para Linux. A praga afetou 153 servidores e tirou do ar mais de 3,4 mil sites de clientes.
O ransomware em questão é o Erebus, que foi originalmente criado para Windows, mas recebeu modificações para funcionar no Linux. Ele atacou a Nayana Internet no dia 12 de junho e, inicialmente, pedia 5 bilhões de wons (aproximadamente R$ 14,5 milhões) em bitcoins para recuperar os dados. Depois de negociações com os criminosos, o valor do resgate caiu para 1,2 bilhão de wons (R$ 3,5 milhões).
Não se sabe como o Erebus atacou os servidores, mas a Trend Micro especula que o ransomware se aproveitou de algum exploit no kernel, no Apache ou no PHP, que estão desatualizados na Nayana: a versão do PHP é a 5.1.4, lançada em 2006. Uma falha no kernel do Linux, conhecida como Dirty Cow, permitia que um usuário comum obtivesse permissões de root e ficou sem correção entre 2007 e 2016.
O ransomware criptografa os dados do servidor e cria um arquivo chamado _DECRYPT_FILE.txt com as instruções de recuperação e um código de identificação da máquina sequestrada. Aparentemente, a variante do Erebus foi pensada para servidores web, já que afeta o diretório /var/www (onde normalmente são guardados os arquivos dos sites) e os arquivos ibdata, do banco de dados MySQL.
O resgate será pago em três parcelas, à medida que a Nayana consegue recuperar os arquivos. Duas já foram pagas, mas a empresa ainda está tendo problemas com alguns servidores de banco de dados; a última deve ser acertada somente quando essas máquinas voltarem a funcionar. O valor pode ser um recorde: mesmo o WannaCry só arrecadou R$ 170 mil em um final de semana.

sábado, 27 de maio de 2017

Inteligência artificial transforma mockups de interfaces em código-fonte

26/05/2017 no site Tecnoblog


Quando um aplicativo ou site é desenvolvido, normalmente funciona assim: o designer projeta a interface, ainda em formato de imagem, e depois repassa o desenho para o desenvolvedor front-end, que então transforma o mockup em código-fonte para ser interpretado pela máquina. É um processo que leva várias horas de trabalho. Só que a inteligência artificial pode reduzir (ou até eliminar) o tempo gasto nessa tarefa.


A startup dinamarquesa UIzard Technologies está trabalhando em um software com inteligência artificial que utiliza redes neurais para transformar screenshots em interfaces de aplicativos ou páginas da web, tudo automaticamente. O pix2code, como foi batizado, é capaz de “programar” para Android e iOS, além de “escrever” código em HTML e CSS.

Em um artigo, o fundador Tony Beltramelli explica que o processo é semelhante a criar descrições em texto a partir de imagens, algo que o Facebook já começou a fazer para ajudar pessoas com deficiência visual. O algoritmo é treinado com uma série de exemplos já prontos, e a partir daí consegue relacionar um botão, texto ou controle em uma screenshot a um código-fonte na linguagem desejada.

Este vídeo mostra o pix2code em funcionamento:






A UIzard diz que o modelo já é capaz de transformar mockups em código-fonte com 77% de precisão, o que está longe da perfeição, mas pode ser “drasticamente melhorado” com uma base maior de treinamento. No estágio atual, a tecnologia suporta poucos parâmetros e foi treinada com um conjunto de dados “relativamente pequeno”, com algo entre 80 e 140 mil exemplos para cada linguagem.

A expectativa, segundo o The Next Web, é que o pix2code seja liberado ao público até o final do ano.