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sábado, 1 de abril de 2017

[Mulheres da Ciência] Margaret Heafield, missão Apollo 11

Em 27/03/2017 no site Lambda3

A Lambda3 acredita que o Dia Internacional da Mulher deve ser representado como um momento de reflexão sobre as atitudes das pessoas – independente do gênero e o que podemos fazer de diferente para conquistar mais espaço e igualdade no tratamento dentro da sociedade.
Hoje vamos conhecer a história de Margaret Heafield, cientista da computação, engenheira de software e empresária.
Nascida em Paoli, Indiana em 17 de agosto do ano de 1936, é filha de Kenneth Heafield e Ruth Esther Heafield. Estudou Matemática na universidade de Michigan, formou-se também em Matemática pelo Earlham College no estado de Indiana (EUA) no ano de 1958 e fez pós-graduação em Meteorologia no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).
Após concluir sua formação, lecionou matemática e francês para o ensino médio até que seu marido concluísse a graduação. Margaret e James Cox Hamilton se conheceram no Earlham College e casara-sem por volta do final dos anos 50 e tiveram uma filha. Logo após o casal se divorciou.
Em 1960 assumiu uma posição interina no MIT, sendo uma das primeiras desenvolvedoras a codificar para o computador e interceptação que procurava aeronaves “não-amigáveis”, onde atuou por 3 anos no projeto chamado SAGE.
Após isso Margaret se juntou ao laboratório Charles Stark Draper no MIT, onde iniciou seu trabalho na missão espacial Apollo e tornou diretora e supervisora da equipe de desenvolvimento dos projetos Apollo e Skylab. O trabalho dela evitou que o pouso na lua da Apollo 11 fosse abortado. Quando faltavam três minutos para pousar, vários alarmes do modulo lunar foram acionados. O computador foi sobrecarregado com atividades do radar de aproximação consideradas desnecessárias para o pouso e devido a arquitetura robusta do software os sistema continuou funcionando de maneira que as atividades prioritárias interrompessem as menos prioritárias. Por esse motivo, a falha foi atribuída a um erro humano ao operar a lista de comandos a serem executados pelos astronautas.
Hamilton foi CEO de 1976 a 1984 de uma empresa na qual foi co-fundadora chamada Higher Order Software (HOS) e em 1986 fundou sua própria empresa, a Hamilton Technologies Inc em Cambridge Massachusetts que utilizava o conceito de prototipação antes do desenvolvimento do software.
Atualmente Margaret é reconhecida por ter criado a expressão “Engenharia de Software” e ter publicado mais de 130 artigos, atas e relatórios relacionados aos 60 projetos e seis programas importantes nos quais ela esteve envolvida. Em 22 de Novembro de 2016 ela foi premiada com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente dos EUA Barack Obama, honraria recebida por seu trabalho sobre o desenvolvimento do software de voo a bordo das missões Apollo da NASA.

[Mulheres da Ciência] Marie Curie, ganhadora do premio Nobel por duas vezes

Em 17/03/2017 no site Lambda3.
A Lambda3 acredita que o Dia Internacional da Mulher deve ser representado como um momento de reflexão sobre as atitudes das pessoas – independente do gênero e o que podemos fazer de diferente para conquistar mais espaço e igualdade no tratamento dentro da sociedade.
Continuaremos hoje a mostrar um pedacinho da história de grandes mulheres que fizeram a diferença falando sobre Marie Curie.
Marie Skłodowska Curie, nascida em 7 de novembro de 1867 em Varsóvia na Polônia foi uma cientista naturalizada na França que conduziu diversas pesquisas pioneiras no ramo da radioatividade.  Foi a primeira mulher a ser laureada com um Prêmio Nobel e a primeira pessoa e única mulher a ganhar o prêmio duas vezes.
Em 1885, com apenas 18 anos, exercera a profissão de professora particular para filhos de famílias ricas na Polônia. O país estava dominado pelo Império Russo, era impedido de repassar sua cultura e sua língua aos jovens, mas não para Marie, que com a ajuda de sua irmã lecionou numa universidade ilegal (por desafiar as políticas da época), frequentada principalmente por mulheres proibidas de seguirem seus cursos regularmente.
Em 1891, aos 24 anos, seguiu sua irmã mais velha, Bronislawa, para estudar em Paris, cidade na qual conquistou seus diplomas e desenvolveu seu futuro trabalho científico. Apesar da cidadania francesa, Marie Curie nunca deixou sua identidade polonesa de lado. Nomeou o primeiro elemento químico que descobriu de polônio, em homenagem ao seu país de origem.
Aos 33 anos, Marie torna-se professora secundária, sendo a primeira mulher a participar do corpo docente da Universidade de Sorbonne. Suas ex-alunas contam que ela foi inovadora pois ampliou o tempo de suas aulas, levava-as para conhecer os laboratórios de pesquisa, colocava-as diante equipamentos de experimentos (o que até então era restrito apenas aos garotos) e produzia seu próprio material didático.
Marie Curie morreu aos 66 anos, em 1934, em um sanatório em Sancellemoz, na França, por conta de uma leucemia causada pela exposição a radiação ao carregar testes de rádio em seus bolsos durante a pesquisa e ao longo de seu serviço na Primeira Guerra, quando montou unidades móveis de raio-X.
A cientista fundou os Institutos Curie em Paris e Varsóvia, que até hoje são grandes centros de pesquisa médica. Durante a Primeira Guerra Mundial, fundou os primeiros centros militares no campo da radioatividade.
A família Curie ganhou um total de cinco prêmios Nobel. Marie Curie foi a primeira mulher a ser admitida como professora na Universidade de Paris. Em 1995, a cientista se tornou a primeira mulher a ser enterrada por méritos próprios no Panteão de Paris.
O seu livro “Radioactivité” (escrito ao longo de vários anos), publicado a título póstumo, é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados à Radioactividade clássica. O elemento 96 da tabela periódica, o Cúrio, símbolo Cm foi batizado em honra do Casal Curie.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Mas afinal, o que faz um Analista de Negócios?

por Nathália Teixeira
16/03/2017 em Blog Lambda3

Durante minhas experiências como Analista Negócios e buscas por oportunidades na função, encontrei diversas vagas mencionando a mesma frase: Ser a ponte entre a TI e as áreas de negócios para entender as necessidades junto aos stakeholders. Mas sempre achei que essa seria uma visão muito limitada de um profissional que tem um papel tão importante.
Então consultando o pai dos AN (nosso apelido carinhoso), o BABOK (Business Analysis Body of Knowledge), temos a seguinte definição:
"Analise de Negócios é o conjunto de atividades e técnicas utilizadas para servir como ligação entre as partes interessadas, no intuito de compreender a estrutura, politicas e operações de uma organização e para recomendar soluções que permitam que a organização alcance suas metas".
Dessa forma entendo que o Analista de Negócios não apenas deve ser uma pessoa que irá entender os requisitos e documentá-los de forma técnica, ou apenas repassar as informações de um projeto para a área de TI, ou ainda entender duvidas da equipe de TI com a área de negócio para dar continuidade ao projeto.
O Analista de Negócios é responsável por entender as reais necessidades de todos os interessados, contribuir com idéias e soluções que permitam com que os objetivos da organização/projeto/produto sejam atingidos, atuar como um facilitador na comunicação para que seja clara e efetiva entre todos os envolvidos.
Como características ou habilidades importantes para desempenhar esse papel gostaria de citar algumas que considero fundamentais e obviamente já me cobraram:
- Entender o todo: em muitos casos vejo posições para Analistas de Negócios que são especialistas em determinado assunto, mas é uma característica fundamental entender o processo como um todo, entender quais são as entradas, processamentos e saídas, entender o que o resultado dessas ações significam. E pra isso é importante ter um contato com as pessoas de negócio através de entrevistas com usuários, brainstorming, caso tenha,  ler alguma documentação prévia
- Pensar como o cliente/usuário: é muito difícil propor uma ideia ou solução sem dominar o assunto. E quando não dominar o assunto, peça para que a pessoa que executa o processo explique como funciona e a partir daí ofereça o seu ponto de vista. As pessoas da área de negócio não tem conhecimento em TI normalmente e pra elas sempre fica aquela velha e nada querida impressão de "era só incluir um botão na tela".
- Determinar o que realmente é valido: no contato com as áreas de negócio, nem sempre todas as opiniões serão válidas e levarão ao exito do projeto/produto. Esse é um dos principais pontos para haja sucesso na função, saber determinar o que são desejos e o que realmente são necessidades para se alcançar o objetivo comum a todos. Aqui é onde o saber dizer "NÃO" irá determinar sua eficiência nesse papel.
- Uso de exemplos reais: Não encha linguiça, sem blá blá blá desnecessário. Crie protótipos, desenhe casos de uso e processos, simule resultados, estimule a colaboração de todos pois todas as opiniões devem ser analisadas.
- Evite desperdício: como parte dos entregáveis da Analise de Negócio pode existir diversos documentos, mas verifique a real necessidade de entregá-los para que não seja investido tempo em algo que não será reaproveitado.
Nessa hora pode surgir uma dúvida: E agora, quem deve ser o Analista de Negócios?

Pessoalmente, acredito que achar que a única pessoa que pode desenvolver esse papel é o Analista de Negócios é um conceito limitante. Muitos que se tornaram AN foram/são Analistas de Sistemas, Analistas de Processos, Analistas de Requisitos, Donos de Produto e dessa maneira a formação do Analista de Negócios não é determinante, o que realmente vale é utilizar as técnicas da analise de negócios e contribuir para que as entregas tenham valor, bem como qualidade.
Por fim, gostaria de acrescentar algumas áreas de conhecimento que podem contribuir para um bom desempenho nas atividades de analise de negócio são gestão de projetos, desenho de processos, noções de usabilidade e experiência do usuário