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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Brasil se mantém no topo da lista de ataque do Adylkuzz, o sucessor do WannaCry

Por Convergência Digital em 17/05/2017.

O Brasil segue no topo da lista dos países atacados pela variante do WannaCry, o Adylkuzz, descoberto nesta quarta-feira, 17/05, em vários países. Segundo dados da Avast, o novo worm invade os PCs por meio da mesma vulnerabilidade utilizada pelo WannaCry, que infectou mais de 300 mil PCs, em 116 países, desde a última sexta-feira, 12 de maio.

Mas de acordo com a empresa de segurança, o Adylkuzz tem uma finalidade diferente: utilizar o poder de computação do PC infectado para fazer a 'mineração' de criptomoedas. O número de máquinas infectadas no mundo é elevado, já que o primeiro malware desse tipo foi bloqueado pela Avast em 23 de Abril, numa máquina da Ucrânia, conta Jakub Kroustek, especialista que ocupa o cargo de Threat Lab Team Lead da empresa.

"Nossas estatísticas preliminares mostram que houve mais de 88.000 ataques bloqueados desde o primeiro incidente até agora", detalha Jakub Kroustek. Os países mais visados, segundo ele, são basicamente os mesmos atingidos no surto do WannaCry sexta-feira passada, com a Rússia, Ucrânia e Taiwan nos três primeiros lugares da lista, seguidos pelo Brasil e Índia, que também foram grandes alvos do WannaCry.

No momento, revela a Avast, o malware Adylkuzz está focado exclusivamente na mineração do Monero, um tipo de criptomoeda semelhante ao Bitcoin, explica Kroustek: "A mineração de criptomoedas é um negócio legítimo, mas para fazer isso em larga escala é preciso dispor de um forte poder de computação. Existem pessoas que utilizam grandes 'server farms' para ganhar dinheiro com mineração de Bitcoins e de outras criptomoedas. Mas a utilização dessas 'server farms' requer um alto investimento financeiro tanto para a infra-estrutura quanto para pagar a eletricidade”, explica.

Os autores do Adylkuzz querem justamente contornar esses custos usando os PCs existentes de usuários aleatórios, que infectam para usar seu poder de computação sem que os donos saibam, acrescenta Kroustek: “Claro que eles querem tirar proveito dos recursos do sistema do computador infectado pelo maior tempo possível. Portanto, o Adylkuzz fica sendo executado em segundo plano, sem que o usuário perceba nada além do fato de que seu sistema estará rodando mais lento. Esta não é a primeira vez que vemos criminosos infectarem dispositivos para fazer mineração de criptomoedas. Em 2014 registramos casos de malware sequestrando gravadores de vídeo digital (DVRs), para fazerem a mineração de Litecoins", detalha.

O Adylkuzz usa os implantes (códigos de exploração de uma vulnerabilidade) DoublePulsar e EternalBlue de Windows para se espalhar, e portanto é focado apenas em máquinas que utilizam o Windows. Esses dois implantes também são utilizados pelo ransomware WannaCry e originalmente foram criados pelo grupo hacker EquationGroup, que está firmemente conectado à NSA (Agência Nacional de Segurança dos EUA), para explorar a vulnerabilidade MS17-010 no protocolo Server Message Block (SMB), um protocolo de compartilhamento de arquivos nativo do Windows.

Neste momento, sustenta ainda a Avast, os dispositivos móveis não estão em risco, já que o malware é programado para atacar ambiente Windows. Importante ressaltar que não se trata de um ransomware – ele abusa dos recursos do sistema operacional para minerar criptomoedas, de modo que não há nenhuma exigência de resgate.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Pesquisadores descobrem novo ciberataque que usa ferramentas da NSA

Por IDGnow em 17/05/2017.

Chamada de Adylkuzz, ameaça foi descoberta pela empresa de segurança Proofpoint e já teria rendido milhões de dólares para cibercriminosos.
Poucos dias após o ransomware WannaCry atingir centenas de milhares de computadores pelo mundo, pesquisadores de segurança descobriram um segundo ciberataque com proporções globais. As informações são da rede de notícias ABC News.
Segundo o VP sênior da empresa de segurança Proofpoint, Ryan Kalember, a nova ameaça em questão, chamada de Adylkuzz, é menos “barulhenta” que o WannaCry, mas já teria gerado um prejuízo bem maior, com os criminosos registrando ganhos na casa dos milhões de dólares.
O especialista destaca ainda que o Adylkuzz sequestra os computadores das vítimas usando as mesmas ferramentas de hacking da Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA) que foram vazadas recentemente pelo grupo hacker Shadow Brokers.
“Diria que o impacto no mundo real desse ataque será mais substancial do que o WannaCry. O ransomware é algo doloroso, mas você consegue restaurar as operações de maneira relativamente rápida. Aqui, você tem uma grande quantidade de dinheiro caindo nas mãos de pessoas maliciosas. Isso traz consequências geopolíticas”, explica Kalember, em entrevista para a ABC.
De acordo com a Proofpoint, foram identificados ataques com o Adylkuzz datando de 2 maio, antes mesmo do próprio WannaCry, que teve início na semana passada até onde se sabe. A empresa afirma que o Adylkuzz passou “em branco” por tanto tempo porque seu impacto nos usuários é menos perceptível do que o ransomware.
“Ele (Adylkuzz) toma seu computador, mas você provavelmente não nota nada, a não ser que seu sistema esteja realmente lento.” 
Mas, em vez de exigir pagamentos em Bitcoin, o Adylkuzz criou uma botnet que rouba poder de processamento para a Monero, criptomoeda que virou a favorita dos cibercriminosos, de acordo com o pesquisador da Fidelis Cybersecurity, John Bambenek.