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sábado, 13 de maio de 2017

Windows desatualizado abriu brecha para megaataque de ransomware

Ana Paula Lobo ... 12/05/2017 ... Convergência Digital
O WanaCruptOr, uma variante do WCry/WannaCry, causou um grande estrago nesta sexta-feira, 12/05, e tem, segundo o especialista da Kaspersky Brasil, Fabio Assolini, a mesma relevância mundial do worm Conficker que, em 2008, atingiu milhares de servidores de empresas e ainda circula no mundo. "Foram detectados 46 mil ataques em poucas horas em 74 países. As empresas atingidas estavam com o Windows desatualizado. A brecha explora uma vulnerabilidade do Windows", relata Assolini, em entrevista ao portal Convergência Digital.
Segundo ele, o WannaCry é um ransomware que tem características de um worm e foi criado para explorar as vulnerabilidades dos ambientes corporativos ligados em rede TCP/IP. "Posso assegurar que quem instalou o patch MS 17010, lançado pela Microsoft em março, não foi atingido. O problema é que muitas empresas fazem testes de atualização com receito de ter conflito na rede. E nesse período, a brecha se abriu para o cibercrime", detalha Assolini.
GNU
Os servidores e PCs com o sistema operacional GNU (kernel Linux) neste momento, estão fora do radar do WannaCry, acrescenta ainda o especialista da Kaspersky. O estrago provocado pelo WannaCry pode incentivar as empresas a renovarem seu parque de sistema operacional, acredita Assolini. mas isso é válido tanto para quem estava fora das atualizações da Microsoft, quanto quem estudava abandonar o GNU.
Na Inglaterra, por exemplo, o hospital atacado ainda utilizava o Windows XP." Há empresas no mundo, e o Brasil está nele, que ainda usam o XP, mesmo ele estando morto e enterrado pela Microsoft", lamenta Assolini. O especialista garante: quem instalar a patch de segurança MS 17010 está protegido. "Instalou a atualização fechou a porta para a brecha. Fechou a porta para o cibercriminoso".
Questionado se o ataque em massa acabou, Assolini assegura que não. "Enquanto tiver brecha, o WannaCry vai atacar, como o Conficker ainda atua até hoje apesar do forte estrago que causou", diz. E para as empresas atacadas e que tiveram seus dados roubados, Assolini é taxativo: não paguem resgate. E ele detalha o porquê dessa atitude.
"Pode-se pagar e não levar porque o criminoso não tem ética. Você pode pagar e o criminoso iniciar um processo de chantagem sem fim. Você pode pagar e não significa que não será atacado novamente. Se pagar, há o incentivo para que os criminosos continuem agindo. E especialmente: é possível recuperar os arquivos sem pagar resgate. Basta investir em componentes de segurança", completa Assolini.

Hackers atacam TJ-SP e MP-SP e pedem resgate

Por Calleo Coura, Guilherme Duarte e Laura Diniz.
Em 12/05/2017 no site Jota.

Na tarde desta sexta-feira (12), hackers invadiram os computadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), durante um ataque a diversas instituições do Brasil. Na tela dos computadores, servidores de ambas as instituições se depararam com pedidos de resgate de US$ 300 por máquina afetada. Os prazos foram suspensos indefinidamente até que seja retomada a regularidade dos trabalhos.
O TJ-SP determinou o desligamento de todas as máquinas do Estado às 13h49. No MP paulista, a ordem foi dada pelo departamento de tecnologia às 14h35. Ainda não se sabe quantas máquinas foram afetadas. Um dos primeiros ataques notados aconteceu em São José do Rio Preto, onde pelo menos dez máquinas ficaram travadas pelos ataques.

Tela de computador hackeado
O Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-2) também determinou o desligamento dos computadores, de maneira preventiva. Não há notícias de ataque ao Ministério Público Federal em São Paulo.
Mundo
Os ataques aos computadores do TJ-SP e do MP-SP estão ligados à onda de invasões que ocorreram no dia de hoje em mais de doze países. Os computadores tiveram seus dados remotamente criptografados e só serão liberados mediante resgate. Os hackers se aproveitaram de uma falha reportada no vazamento de informações de uma agência americana há alguns meses atrás.
Foram utilizados “ransomwares”, modalidade de vírus de computador que causa perda de dados e recuperação mediante um resgate. Os dados são criptografados com um sistema de alta complexidade, que torna sua recuperação praticamente impossível. Somente com o pagamento do resgate, a chave criptográfica é fornecida e os dados podem ser recuperados.
O pagamento dos US$ 300 é exigido na forma de “bitcoin”, moeda eletrônica de fácil circulação e que garante anonimato nas transações. O valor do resgate deve ser convertido previamente e enviado a um certo endereço na rede. A partir disso, os donos do endereço podem utiliza-lo em qualquer lugar do mundo para compras e trocas.
E-mail enviado a todos servidores pelo TJ-SP
Kalleo Coura - São Paulo
Guilherme Jardim Duarte - São Paulo
Laura Diniz - São Paulo